Com partido, MBL quer formar nova direita sem ceder a “jovem de terno”

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O Movimento Brasil Livre (MBL) realizou seu primeiro festival anual desde que se tornou um partido político, após a homologação do Missão pelo Tribunal Superior Eleitoral em 4 de novembro. O evento aconteceu no dia 29 de novembro em um espaço de 12 mil metros quadrados, na Zona Leste de São Paulo, e contou com a presença de 3,6 mil pessoas de várias partes do país.

O festival teve uma programação diversificada, incluindo painéis, debates e sessões de autógrafos, o que se seguiu a uma festa após o evento. O ambiente era descontraído, com comida de rua e um bar, propício para discussões sobre temas importantes do país.

O palco principal tinha formato 360°, e os participantes pagaram R$ 49,90 para participar. A venda de artigos, como canetas e camisetas, principalmente pelos membros do MBL do Paraná, também marcou o evento, que é uma das principais fontes de receita do movimento.

Painéis e Debates de Ideias

Os debates abordaram questões como segurança pública, com destaque para os recentes eventos no complexo do Alemão, que resultaram em diversas mortes. O primeiro painel contou com a participação de Renan Santos, pré-candidato à presidência, assim como outros aspirantes ao governo do Rio de Janeiro.

O evento teve a presença de figuras como o coronel João Jacques Busnello, que levantou discussões sobre a letalidade policial, e o advogado Acácio Miranda. Além disso, o MBL enfatizou a importância de diálogos abertos e descontraídos entre seus membros e seguidores.

Dentro de um espaço reservado, uma equipe menos conhecida discutiu a democracia, criticando a crescente burocracia do governo. Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo, destacou propostas do partido Missão, incluindo a industrialização e formas de combate ao crime organizado.

Perfil do Público

O público do festival era majoritariamente jovem, com idades entre 20 e 35 anos. Embora mais homens estivessem presentes, algumas mulheres também participaram. As roupas variavam de camisetas com slogans a figurinos variados, embora muitos usassem identificação com o MBL.

Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, afirmou que o grupo busca criar um espaço de debate à direita de forma leve. Ele observou que a maioria dos participantes se identifica com a proposta do movimento e que o objetivo é se afastar do modelo tradicional, que busca a popularidade de figuras carismáticas.

Recentemente, Cristiano Beraldo, membro do grupo, se tornou alvo de investigações, o que levou à defesa do MBL em relação aos problemas enfrentados em sua imagem.


Para quem participou e acompanhou o evento, o MBL agora se posiciona como um novo elemento no cenário político, buscando engajar aqueles que não se sentem representados pelas figuras tradicionais. E você, o que acha dessa nova fase do MBL? Sinta-se à vontade para compartilhar sua opinião nos comentários.

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