
Diante da suspensão, nesta sexta-feira (12/12), das sanções da Lei Magnitsky impostas ao ministro Alexandre de Moraes (STF) e à sua esposa Viviane Barci, fontes do Itamaraty afirmaram à coluna que a atuação de Moraes em favor do avanço do PL da dosimetria, combinada com a decisão do Brasil de recuar na pressão por regras internacionais para big techs, pesou na avaliação da Casa Branca.
A retirada das sanções ocorre após cinco meses de desgaste diplomático entre Brasília e Washington. Segundo diplomatas consultados pela reportagem, a medida é resultado da negociação como um todo e corresponde ao pleito do Brasil desde o início.
A sanção imposta a Moraes havia sido interpretada pelo governo brasileiro como gesto hostil e desproporcional, com potencial de afetar a cooperação bilateral em áreas sensíveis, como segurança e combate à desinformação.
A reversão, portanto, é vista pelo Itamaraty como movimento para restabelecer um ambiente de confiança entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores avalia que, até janeiro, outras sanções devem ser suspensas, como a restrição de vistos a ministros brasileiros, e também o levantamento das tarifas comerciais remanescentes.
Como você vê esse recuo? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e ajude a entender o impacto dessa mudança na relação entre Brasil e Estados Unidos.
