Militar da Marinha agride ex-mulher e diz ter agido por “amar demais”

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante um 2º sargento da Marinha do Brasil, de 37 anos, acusado de submeter a ex-mulher a uma sequência de agressões físicas, ameaças e violência psicológica dentro de uma residência no bairro Jardim Presidente 2, em Cuiabá.

A vítima, 38 anos, havia deixado o estado meses antes para recomeçar a vida em São Paulo após o término do relacionamento. O retorno ocorreu após o militar afirmar que a filha do casal estaria doente; a polícia apura que a informação foi usada como estratégia para forçar a presença da mulher no local.

No dia em que a mulher se preparava para voltar a São Paulo, o sargento passou a agir para impedir a saída dela, ocultando documentos pessoais e da criança. A situação rapidamente evoluiu para uma crise violenta.

De acordo com o registro policial, o militar passou a proferir ofensas, intimidar a vítima e, em seguida, partir para agressões diretas, incluindo socos, chutes, puxões de cabelo e mordidas. Em determinado momento, ele utilizou um objeto de madeira para golpeá-la. Além das agressões, o suspeito destruiu parte do interior da casa, quebrando móveis e eletrodomésticos.

Durante o ataque, o militar gravou vídeos da residência destruída e encaminhou o material a terceiros ligados à mulher, atribuindo a eles a responsabilidade pelos danos.

A vítima relatou que nunca havia formalizado denúncias anteriores por medo, dependência financeira e receio de represálias. Disse ainda que, ao longo dos anos, sofreu constantes tentativas de isolamento e desqualificação pessoal.

Prisão e versão rejeitada

A Polícia Militar foi acionada novamente durante a madrugada e encontrou o suspeito ainda no imóvel. Ele apresentava escoriações compatíveis com luta corporal.

Em depoimento à Polícia Civil, o militar tentou justificar a violência com um discurso emocional. Disse que teria “perdido o controle” por ainda “amar demais” a esposa e por não aceitar o fim do relacionamento.

O delegado responsável rejeitou a versão apresentada, considerando os depoimentos, o estado da vítima e os elementos materiais reunidos no local. A prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de lesão corporal qualificada, injúria e dano, sem concessão de fiança.

O militar permanece detido e à disposição da Justiça.

E você, o que pensa sobre casos de violência contra a mulher envolvendo profissionais de alta patente? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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