Maiores protestos no Irã desde 2022 recebem apoio de Trump e já deixaram ao menos 500 mortos 

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Os protestos no Irã, alimentados pela crise econômica, seguem ganhando destaque internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA estão “prontos para ajudar” o Irã a buscar a liberdade. Em Londres, um manifestante substituiu temporariamente a bandeira da República Islâmica na fachada da embaixada iraniana pela bandeira do antigo regime monárquico, em ato de apoio aos demonstrantes. No Irã, o balanço de mortos subiu para ao menos 500, conforme divulgação neste domingo (11).

A organização Iran Human Rights, com base na Noruega, informou que pelo menos 192 manifestantes foram mortos desde o início dos protestos, e que o número real pode ser bem maior, já que houve interrupção na internet que dificultou a verificação de dados por vários dias. A Anistia Internacional também analisa elementos que indicam uma repressão mais intensa nos últimos dias.

No sábado, o presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar. Em publicação na Truth Social, disse que “o Irã está olhando para a LIBERDADE” e que os EUA estão prontos para apoiar, sem detalhar ações. Em Londres, a fachada da embaixada iraniana voltou a registrar o ato de apoio aos manifestantes, com a substituição rápida da bandeira da República Islâmica pela antiga bandeira monárquica.

O governo iraniano enfrenta a maior onda de protestos desde a Revolução Islâmica de 1979. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, denunciou os “vândalos” por trás dos protestos e acusou os Estados Unidos de incitação. Ali Larijani, conselheiro e chefe da principal agência de segurança, afirmou que o país está em “plena guerra”, denunciando incidentes orquestrados no exterior.

Shirin Ebadi, laureada com o Nobel da Paz, alertou que as forças de segurança podem estar se preparando para um massacre sob o bloqueio generalizado das comunicações. O filho do xá deposto, Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos, pediu aos iranianos que organizem protestos mais focalizados neste fim de semana e que tomem e mantenham os centros urbanos.

As manifestações começaram há duas semanas, iniciadas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica. Segundo a AFP, ocorreram em 25 das 31 províncias iranianas, configurando um dos maiores movimentos contra o governo em mais de três décadas. No fim de semana, apesar do receio de repressão, multidões se reuniram em áreas centrais para protestar, com panelaços, fogos de artifício e palavras de ordem em apoio à dinastia pré-revolucionária.

O Irã ficou sem acesso à internet por cerca de 48 horas, dificultando o acompanhamento das informações, segundo a ONG NetBlocks. O país atravessa um cenário de enfraquecimento após conflitos regionais e golpes de aliados, enquanto autoridades tentam manter o controle. O aiatolá Khamenei criticou os acontecimentos e a atuação dos Estados Unidos, e Ali Larijani reiterou que os incidentes têm origem externa.

A vencedora iraniana do Nobel da Paz, Shirin Ebadi, e outras vozes da oposição apontam riscos de repressão grave, enquanto o regime procura manter a ordem. Reza Pahlavi insistiu em uma estratégia mais centrada nos centros urbanos.

E você, o que pensa sobre as manifestações no Irã, as respostas internacionais e o papel de figuras como Donald Trump nesse momento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o desdobramento dessa crise que envolve economia, direitos humanos e geopolítica.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Papa diz que reza pela construção do ‘diálogo e da paz no Irã e na Síria’ para o bem comum da sociedade

Durante o Angelus deste domingo, 11 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV pediu diálogo e paz no Irã e na Síria,...

Crise no Irã: Entenda por que os iranianos estão indo às ruas em manifestações que já mataram cerca de 500 pessoas?

As manifestações no Irã se espalharam para 25 províncias das 31 do país, nas maiores desde 2022, quando Mahsa Amini foi presa. Os...

Número de mortos em protestos no Irã passa dos 500

Meta descrição: O começo de 2026 traz protestos no Irã com 538 mortos e 10.600 detidos, internet bloqueada e tensões entre o governo,...