Cerca de 10 dias após o assassinato brutal do professor João Emannuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32 anos, uma irmã do jovem usou as redes sociais para homenageá-lo.
Is? Nicola ressaltou a união entre os irmãos e disse que “amor de irmãs, quando é vivido de verdade, é maior do que a morte”. Ao postar uma foto com o professor e mais duas mulheres, ela destacou: “Nós quatro. Sempre fomos nós quatro. Não por acaso. Por vida vivida. Éramos laço, casa e travessia. Crescemos juntos, nos formamos juntos, atravessamos a vida lado a lado. Quando um caía, os outros seguravam”.
Segundo Isa, o jovem morto no Grande Colorado era o “centro de tudo”. “Ponte, equilíbrio, conciliação e amor em forma de gente”, classificou.
Ela afirmou que, após o caso brutal, o “mundo perdeu o eixo”. “Agora somos só nós três, atravessadas por uma ausência que não se explica. Um amor que perdeu o corpo, mas não perdeu o vínculo”, descreveu.
“Nada apaga o que fomos. Nada diminui o que somos. Nós quatro. Antes, agora e para sempre. Mesmo feridos. Mesmo incompletos. Mesmo com o coração em luto. Porque o amor de irmãs, quando é vivido de verdade, é maior do que a morte”
A irmã também descreveu o dia do velório do professor: “Um silêncio, profundo, respeitoso. Como se ninguém tivesse forças para gritar, como se tudo estivesse sustentado por algo maior”, disse.
Isa lembrou que, naquele dia, o céu “parecia atento”. “Havia um pôr do sol ao fundo e, mais distante, nuvens carregadas se formando, como se o dia estivesse em vigília. Pássaros brancos voavam sobre o cortejo, nos acompanhando até o cemitério”, comentou.
Segundo ela, no momento em que o último leito foi colocado sobre o túmulo, o céu “se abriu”. “A tempestade veio inteira. Chuva forte. Vendaval. Choveu por muito tempo. Todos nós ficamos encharcados. O descanso final do meu irmão foi lavado pela chuva”, descreveu.
A irmã recordou que, quando a chuva passou, algo se transformou entre as pessoas presentes: “Não houve desespero. Houve leveza. Era como se Jesus estivesse ali, acalmando nossos corações, trazendo uma paz que não se explica. Aquela tempestade não foi caos. Foi clamor”, observou Isa.
As postagens foram republicadas por outra irmã do professor, Maryella Moura.
Entenda o caso
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho foi encontrado em uma parada de ônibus, na região do Grande Colorado, no Km 2 da DF-150, em Sobradinho II;
- Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), João foi localizado por volta das 6h30 do dia 4 de janeiro. O Corpo de Bombeiros (CBMDF) foi acionado e constatou o óbito;
- Em exame preliminar, constataram-se lesões na cabeça e nos olhos de João, causadas por golpes;
- Havia sinal de violência na parte de trás do crânio;
- Guilherme Silva Teixeira, 24, foi identificado, preso e confessou o assassinato do professor;
- Em depoimento, ele disse que não tinha a intenção de matar João, que não o conhecia e que a agressão era apenas para “um se liga” por causa de um gesto supostamente com conotação sexual feito pela vítima.
“Presença de Deus”
Um tio do professor postou em suas redes sociais uma frase em homenagem à vítima, relembrando o cortejo fúnebre do nosso João Emmanuel, ocorrido em Isaías Coelho (PI) no dia 6 de janeiro.
“Sinais visíveis da presença de Deus no cortejo do nosso João Emmanuel. Neste momento, revoada de pássaros”, disse Everardo Moura.
As imagens foram postadas durante o sepultamento do corpo do professor, que foi espancado por Guilherme Silva Teixeira. O vice-prefeito do município piauiense, George Moura, repostou a homenagem feita ao filho.
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O caso permanece como um marco de violência em Sobradinho II, no DF, com a suspeita de Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, que confessou o crime, afirmando não conhecer a vítima e alegando que a agressão seria apenas para “um se liga” por causa de um gesto com conotação sexual supostamente feito pela vítima.
Com a investigação em curso, a família do professor continua emocionada com as homenagens e com a lembrança de João Emmanuel, que era colaborador em instituição local. A comunidade local acompanha o desenrolar do caso e cobra respostas institucionais e apoio às famílias envolvidas.
Se você acompanhou as informações deste caso ou tem opinião sobre as medidas de segurança no interior da região, deixe seu comentário abaixo. Sua leitura pode enriquecer a discussão e trazer novas perspectivas sobre este triste episódio.

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