O ex-meio-campista Ali Karimi, um dos nomes mais conhecidos do futebol iraniano, recorreu à Fifa nesta semana para cobrar uma manifestação oficial sobre a situação de atletas e profissionais do esporte no Irã. Ele integrou uma carta aberta encaminhada ao presidente da entidade, Gianni Infantino, cuja cópia também foi enviada às federações filiadas à Fifa, somando apoios de diferentes setores do futebol local.
No documento, os signatários descrevem um (movimento) nacional, popular e cívico que estaria sendo alvo de ações violentas do Estado. Eles apontam que os episódios recentes configuram o que chamam de crimes contra a humanidade e crimes de guerra, citando que mais de 18 mil pessoas teriam perdido a vida em manifestações, segundo organismos internacionais citados no texto. Entre as vítimas, há profissionais ligados ao futebol.
A carta traz nomes específicos de pessoas mortas, como Mojtaba Tarshiz, ex-jogador da primeira divisão iraniana; Saba Rashtian, árbitra assistente do futebol feminino; Mehdi Lavasani, treinador de base; Amirhossein Mohammadzadeh e Rebin Moradi, jogadores; além de Mohammad Hajipour, goleiro da seleção de beach soccer. Os autores destacam que muitos eram ativos no desenvolvimento do esporte no país.
Ao pedir atuação da Fifa, o grupo ressalta o papel social do futebol e cobra uma postura institucional mais firme. Eles afirmam que o futebol, como fenômeno social de grande influência, não pode permanecer em silêncio diante de execuções, prisões arbitrárias e ameaças contra atletas.
No encerramento, os signatários solicitam que a Fifa e suas federações associadas condenem publicamente os atos relatados, tratem de pressionar pela interrupção imediata das ações e utilizem todos os instrumentos jurídicos e disciplinares disponíveis para proteger jogadores, árbitros e demais profissionais do futebol no Irã.
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