Quaest: 82% concordam que STF deve ter Código de Ética para ministros

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


STF ganha apoio público para Código de Ética, aponta Genial/Quaest

Uma pesquisa indica que a maioria dos brasileiros é favorável à adoção de um Código de Ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento Genial/Quaest, divulgado em 12 de fevereiro, aponta que 82% dos entrevistados defendem a medida.

Entre os respondentes, 10% discordam da necessidade do código, 1% não concorda nem discorda, e 7% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 76% concordam com a criação do código, 13% discordam, 2% não concordam nem discordam e 9% não souberam ou não responderam.

Entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, a concordância é maior: 88% defendem a adoção das regras, 7% discordam, 1% não concorda nem discorda e 4% não souberam ou não responderam.

Entre quem votou em branco, anulou o voto ou não compareceu às urnas, 82% também concordam com a necessidade de um Código de Ética. Os demais dados aparecem com 10% discordando, 1% não concorda nem discorda e 7% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais junto a pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

Código de Ética em discussão no STF

A elaboração de um Código de Ética foi anunciada na abertura do Ano Judiciário, em 2 de fevereiro, pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. A proposta será prioridade de sua gestão à frente da Corte, com a relatoria ficando com a ministra Cármen Lúcia.

Segundo Fachin, o objetivo é fortalecer a transparência, a responsabilidade e a confiança pública no STF. O eixo central do documento envolve promover o debate institucional sobre integridade e transparência.

Entre as apostas do código estão a prevenção de conflitos de interesse, a consolidação de normas de conduta, a ampliação da transparência e a construção de consenso entre os integrantes do colegiado.

Ao anunciar a medida, Fachin ressaltou o compromisso comum entre os ministros com a instituição, destacando que o sistema de Justiça deve orientar-se pelo cidadão, baseado no diálogo e na confiança pública, fundamentos do Estado de Direito.

E você, qual a sua opinião sobre a adoção de um Código de Ética no STF? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e participe da discussão sobre transparência e responsabilidade no Judiciário.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Metanol: homem na Grande SP se torna 54º caso de intoxicação no estado

Um homem de 51 anos foi internado com intoxicação por metanol em São Bernardo do Campo, elevando para 54 o total de casos...

Chefe do PCC preso na Bolívia chega ao Brasil e é recolhido pela PF

Resumo: A Polícia Federal recebeu em Campo Grande (MS) o traficante Gerson Palermo, apontado como um dos principais chefes do PCC, capturado na...

CNJ nega recurso de titular de cartório na Bahia e mantém exigência de concurso para remoção em serventias extrajudiciais

Resumo: O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou, por unanimidade, o recurso administrativo apresentado pela titular do Ofício Único de São Gonçalo dos...