Trump, o candidato ao Prêmio Nobel da Paz que vai à guerra

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O cenário global ganhou contornos de crise quando Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025, autorizou ações militares contra o Irã. Na manhã de ontem, 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel lançaram ataques para tentar derrubar o regime dos aiatolás. O episódio marca a oitava intervenção militar de Trump em seu segundo mandato, mesmo ele defendendo repetidamente a ideia de encerrar guerras.

Especialistas ressaltam que bombardeios, por mais intensos que sejam, não garantem a derrubada de um regime sem apoio interno no Irã. A oposição local aparece fragmentada, não há milícias treinadas para ações de guerra nem tropas de ocupação, o que dificulta qualquer mudança de regime por meio do conflito. Megan K. Stach, colunista do New York Times, alerta que a ideia de um levante popular forte é improvável e que “militares dos EUA podem matar toda a liderança. E depois?”

Editorial do New York Times critica a estratégia de Trump, apontando objetivos mal definidos, falta de apoio internacional e doméstico, além do desprezo ao direito internacional. Já o Estadão, no editorial “Ninguém viu chorar pelo Irã”, afirma que, se a derrubada do regime iraniano ocorrer, pode ser boa para o mundo inteiro, destacando o peso das ações de Israel na pauta.

O texto também ressalta que, historicamente, Israel tem ganho maior com desestabilização regional. Desde 2015, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou repetidamente que o Irã estava próximo de ter armas nucleares — sem provas conclusivas. O material ainda lembra que Trump já havia sinalizado a possibilidade de acordo com o Irã, mas acabou pivotando para a intervenção militar, abrindo mão de uma estratégia diplomática.

Ao analisarem o panorama, os especialistas observam que, sem apoio interno robusto no Irã e sem consenso internacional, a ideia de derrubar o regime não é simples nem garantida. O conflito pode apenas ampliar a instabilidade regional ou reforçar interesses de atores específicos, enquanto as leituras de NYT e Estadão divergem sobre as consequências e o manejo da situação.

Qual é a sua visão sobre essa escalada? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre as possíveis consequências para a paz, a estabilidade regional e o respeito ao direito internacional.

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