Presa em Itabuna, ex-diretora do presídio de Eunápolis é alvo de novo mandado de prisão preventiva; entenda

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A ex-diretora do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, teve mandado de prisão preventiva cumprido nesta terça-feira (3). Ela estava presa no Conjunto Penal de Itabuna desde o primeiro semestre do ano passado, suspeita de colaborar com a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024.

A Polícia Civil também cumpriu um mandado de prisão preventiva no Conjunto Penal de Eunápolis.

Por meio da 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no bairro Pequi. Em um imóvel, foram apreendidas substâncias entorpecentes, dinheiro e anotações relacionadas ao tráfico, além de outros elementos de interesse para a investigação.

No segundo endereço, as diligências visam coletar provas e aprofundar as apurações. Todo o material coletado será periciado e as diligências continuam para esclarecer as circunstâncias do fato.

Em julho do ano passado, o Bahia Notícias detalhou a denúncia do Ministério Público da Bahia contra Joneuma e informou sobre supostas articulações políticas envolvendo seu relacionamento com o ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) e o vereador Alberto Cley Santos Lima, conhecido como Cley da Autoescola (PSD).

O documento descreve um esquema de troca de favores para fins eleitorais, em que votos de presos e familiares seriam negociados em troca de apoio político e manutenção de poder dentro do sistema prisional.

Conforme apurado pela reportagem, a partir da relação entre Joneuma e o líder da facção de Eunápolis, conhecido como Dadá, ela teria intermediado encontros entre o criminoso e o então candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas, com a participação de Cley da Autoescola, apoiado por Uldurico.

Os encontros eram clandestinos e visavam não serem captados por câmeras, segundo o MP-BA, com o objetivo de acobertar as atividades da facção dentro do presídio.

Além disso, o MP acusa Joneuma de ordenar o sequestro e assassinato de um jovem em 2024, relacionado a publicações da vítima nas redes sociais, por meio de uma página de fofoca que a chamava de “miliciana”.

Os autos indicam que a ex-diretora chegou a solicitar ao companheiro, “Dadá”, que “desse um jeito” no jovem, e diálogos interceptados revelam irritação com as denúncias feitas por Alan Queven dos Santos Barbosa, de 22 anos.

Este caso envolve possíveis falhas no uso de estruturas prisionais para fins políticos e aponta para uma série de acusações que aguardam novas informações. Fique atento às atualizações e compartilhe sua opinião nos comentários.

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