Três dias após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma menção cautelosa ao conflito no Oriente Médio durante agenda em Valinhos, no interior de São Paulo. Em visita à Bionovis, ele afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um “míssil para salvar vidas”, usado para proteger a população, não para entrar em uma guerra.

“Se você ligar a televisão à noite, está falando de guerra. Se ligar pela manhã, está falando de morte, está falando de drone, está falando de mísseis, está falando de invasão. E aqui nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é o nosso míssil, não para matar, um míssil para salvar vidas”, disse Lula.
No pronunciamento, Lula também defendeu a soberania do Brasil, sem mencionar diretamente os Estados Unidos ou Donald Trump. “Soberania na saúde, soberania tecnológica” foi o ponto enfatizado, associando a autonomia nacional a investimentos em ciência, tecnologia e produção de saúde.
Ainda durante a visita, o presidente ressaltou a importância do SUS durante a pandemia de Covid-19, lembrando que o sistema saiu agigantado da crise, mesmo com mais de 700 mil mortes no Brasil. Ele ressaltou que, sem o SUS, dos médicos e dos funcionários da rede, o país estaria ainda pior em números de vidas perdidas.
A passagem por Valinhos, cidade onde fica a Bionovis, reforça a visão de Lula sobre saúde pública como pilar de soberania tecnológica e de desenvolvimento nacional, unindo cuidado com a população e inovação para enfrentar desafios futuros.
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