Em meio à escalada de tensões entre EUA, Israel e Irã, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) divulgou, nesta terça-feira (3/3), um vídeo em que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ditadores, assassinos sanguinários e narcoditadores. A fala ocorre em um momento de forte atrito regional e internacional ao redor do Brasil.
VINÍCIO SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

No vídeo, Eduardo afirma que Lula está alinhado a “ditadores, assassinos sanguinários e narcoditadores”, citando Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morto em bombardeios no fim de fevereiro. O ex-parlamentar diz que “a hora do Lula vai chegar” e pede que a região internacional “fique de olho nas eleições do Brasil” neste ano.
Eduardo também utiliza imagens do presidente brasileiro ao lado de figuras internacionais, como Nicolás Maduro, preso e deposto por forças norte-americanas, ampliando a narrativa de confronto entre o governo brasileiro e adversários globais.
Lula será o próximo a cair, concorda?
Só precisamos disso da região internacional pic.twitter.com/fiaSntFYFP
— Eduardo Bolsonaro ?? (@BolsonaroSP) March 3, 2026
Em seguida, Eduardo começa a relacionar o cenário externo ao Brasil ao citar o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que “há um novo xerife na cidade”.
“[Ele] já prendeu Nicolás Maduro, colocou de joelhos o Petro da Colômbia, apoiou que Israel neutralizasse os líderes do Hezbollah, do Hamas (…) e agora os Estados Unidos jogam a pá de cal, eliminando o líder do mais sanguinário ditador que a nossa geração já viu, Ali Khamenei, aiatolá líder supremo do Irã.”
“Nós temos certeza que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar”, complementou.
Eduardo afirma que a região internacional deve monitorar as eleições brasileiras, “mas não somente como observadores, no dia da eleição”, e sim de forma preventiva, para garantir eleições limpas, justas e transparentes, com mecanismos de auditoria de votos e, quem sabe, uma recontagem caso haja necessidade.
A abordagem de Eduardo ressalta uma tentativa de moldar o debate externo sobre o Brasil em meio a tensões entre grandes potências, trazendo à tona o papel da observação internacional e de eventuais auditorias para reforçar a credibilidade do pleito de 2026.
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