A Justiça suspendeu nesta terça-feira a eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, prevista para 23 de março de 2026, após uma ação anulatória apresentada por vereadores que apontaram irregularidades na convocação antecipada do pleito. A decisão afastou os efeitos do edital e de todos os atos relacionados à eleição, estabelecendo multa diária de 1 mil reais em caso de descumprimento.
Conforme o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, o edital de convocação nº 01/2026 foi publicado no Diário Oficial em 19 de fevereiro e previa a realização do pleito com chapa única para o biênio 2027-2028. A formação apresentada incluía Uelson Pereira (PT) na presidência, Nildo Pirôpo (PT) como vice-presidente, Gilmar Fonseca (PSB) como segundo vice, Núbia Louzado (PT) como primeira secretária e Alex Moraes como segundo secretário. Os autores da ação afirmaram que o processo foi conduzido de forma irregular.
Sete dos 13 vereadores da atual legislatura reuniram-se no dia 11 de março, após o encerramento do prazo para inscrição de uma segunda chapa, e, em carta aberta, manifestaram discordância com a condução do processo pelo presidente da Casa, Nildo Pirôpo. Horas depois, segundo o registro no blog, a Câmara de Vereadores publicou decreto anulando o edital de convocação e o edital de publicação das chapas inscritas, aprofundando o impasse e a dúvida sobre a legitimidade do pleito.
Historicamente, a situação reforça tensões institucionais na localidade, já que o poder legislativo municipal passou por episódios de disputa interna envolvendo a condução de processos eleitorais para a formação da mesa diretora. A suspensão do pleito, aliada à anulação de atos, sinaliza uma intervenção externa para preservar a regularidade do processo e evitar decisões que possam beneficiar determinada chapa.
Além de evitar a efetivação de uma composição sem o devido lastro processual, a decisão judicial deixa em aberto o caminho para novas convocações e possibilidades de formação de chapas, sob supervisão jurídica. A comunidade local acompanha com atenção os desdobramentos, que podem influenciar o funcionamento da Câmara e a relação entre vereadores e a prefeitura. Qual é a sua leitura sobre esse episódio de interrupção e sobre o papel da Justiça na condução de decisões internas do legislativo municipal? Compartilhe sua opinião nos comentários.
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