A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab) formalizou a recontratação da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) para gerenciar e operacionalizar o Hospital Estadual da Criança (HEC) em Feira de Santana. O contrato, nº 003/2026, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e fixa o valor de cerca de R$ 825 milhões para a operação da unidade, com vigência a partir de 11 de abril de 2026. O acordo também prevê o pagamento de R$ 1,080 milhão para a aquisição de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), itens essenciais em cirurgias e procedimentos médicos.
A LABCMI é uma instituição filantrópica baiana, criada com foco em gestão hospitalar, ensino e pesquisa na área materno-infantil. Fundada em 1923, a organização já administra o HEC desde junho de 2015, atuando como ponte entre o setor público e a oferta de serviços de alta complexidade para crianças e gestantes. Essa continuidade de gestão é apresentada pela Sesab como parte de um esforço de fortalecer a qualidade, a eficiência e a capacidade de atendimento da unidade.
O Hospital Estadual da Criança foi inaugurado em 2010 e se consolidou como referência em pediatria de alta complexidade e obstetrícia na Bahia. O prédio dispõe de cerca de 8.500 m² distribuídos em sete pavimentos, com 260 leitos — sendo 206 pediátricos e 54 obstétricos. A unidade oferece atendimento 24 horas em emergências pediátricas e obstétricas, além de realizar consultas, internações e exames especializados, fortalecendo a assistência regional na região.
Segundo o que consta no DOE, a LABCMI assumirá a gestão, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde a serem realizados no HEC, conforme o escopo do contrato. A finalidade é ampliar a capacidade de atendimento, manter a continuidade dos serviços e aprimorar padrões de gestão, tecnologia e pesquisa na área materno-infantil, conectando recursos públicos a uma estrutura já consolidada na Região.
A proximidade do município de Feira de Santana com Salvador, a cerca de 100 quilômetros, torna o HEC uma referência importante para a saúde infantil da região central norte do estado. O reforço na gestão e no aporte de insumos, como as OPME, é visto como um passo para reduzir filas, melhorar tempos de espera e ampliar a cobertura de serviços críticos, incluindo procedimentos cirúrgicos e intervenções especializadas que demandam alta complexidade.
Com a continuidade dessa parceria entre a administração pública e a LABCMI, espera-se uma integração mais eficiente entre planejamento estratégico, operações hospitalares e atuação clínica. O objetivo é consolidar o HEC como modelo de referência em atendimento pediátrico e obstétrico, assegurando assistência de qualidade para a população da cidade e da região. Compartilhe sua opinião sobre o impacto dessa recontratação para a saúde infantil na Bahia e deixe seus comentários abaixo para conversarmos sobre esse tema.
