Resumo: a FIFA divulgou a primeira versão do “Team Base Camp Brochure” para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, detalhando centros de treinamento e opções de hospedagem para as seleções. O levantamento envolveu inspeções em 52 cidades de 19 estados, com 261 instalações avaliadas em cinco fases e a análise de 42 campos em nove cidades. O planejamento valoriza o legado de 2014, com a Bahia incluída entre as opções estratégicas e o estado de São Paulo liderando as possibilidades de base.
A publicação, divulgada nesta semana por meio do FIFA Media Hub, marca o ritmo do processo de seleção das sedes de treino. Ao longo de aproximadamente um ano e meio, equipes técnicas percorreram um inventário amplo, conferindo infraestrutura, segurança e logística para o torneio. A estrutura achada em cada etapa foi consolidada para orientar decisões das federações nacionais, que deverão escolher oficialmente suas bases após o sorteio final e a definição da tabela de jogos.
No conjunto nacional, o marco é a continuidade do legado da Copa do Mundo de 2014. Doze dos centros analisados já serviram como base naquela edição, evidenciando a importância de espaços com experiência em competições de alto nível. Em termos regionais, o estado de São Paulo se destaca: foram avaliados 45 locais em 17 cidades, configurando a maior oferta de opções para treinamentos e aclimação das equipes.
Entre os destaques regionais está a Bahia, incluída no planejamento logístico. O Estádio de Pituaçú será utilizado como centro de treinamento, com reformas em curso até novembro, incluindo melhorias no sistema de drenagem, irrigação e a troca do gramado. Além disso, há a expectativa de que o espaço seja utilizado para eventos de fan fest, fortalecendo a conexão da cidade com a edição mundial.
Outro espaço que ganha relevância é o CT de Praia do Forte, em Mata de São João, conhecido por ter sido a base da Alemanha na Copa de 2014. A comissão da FIFA realizou recentemente vistoria técnica no local, avaliando condições estruturais e as adequações necessárias para atender aos padrões exigidos pelo Mundial feminino.
Nos bastidores, permanece em aberto a negociação sobre o CT Evaristo de Macedo, atualmente utilizado pelo Bahia. O clube tem interesse em manter o espaço, mas exige uso exclusivo por cerca de 60 dias, o que entra em choque com o calendário da temporada e gera expectativa entre as partes envolvidas.
A publicação do guia oferece às federações uma base sólida para o planejamento. Após o sorteio final e a confirmação da tabela, as seleções poderão oficializar a escolha de seus centros de base. Uma segunda versão do documento está prevista, com a inclusão de novas opções em diferentes regiões do país, ampliando a diversidade de escolhas para as equipes.
A expectativa é que as escolhas influenciem diretamente a organização logística, a adaptação das jogadoras e a experiência de torcedores em cada região. Comunidade esportiva e público acompanham com interesse as definições, que devem ser cerradas nos próximos meses. E você, qual centro de base acredita que terá maior impacto na preparação das equipes para 2027? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro da Copa do Mundo Feminina no Brasil.
