Resumo: um evangelista chamado Alfred Kitenga foi assassinado na noite de 9 de abril, em Uganda, após uma emboscada. Quatro homens, disfarçados de mototaxistas e afirmando serem irmãos na fé, teriam oferecido transporte a ele e à esposa, Anna Grace Nabirye, que sobreviveu. O ataque ocorreu na Northern Bypass, em Kawaala, no distrito de Wakiso, pouco depois que o casal voltava de Namungoona, em Kampala. A polícia investiga o crime, que acende a preocupação entre moradores cristãos com a segurança de missionários, especialmente à noite, na região.
Nabirye contou que, ao aceitarem o trajeto, os quatro homens disseram ser cristãos que haviam participado do evento e prometeram levar o casal para casa. Eles sugeriram uma rota alternativa por Kasangati, alegando congestionamento e horário adiantado, e o casal concordou. Durante o percurso, Nabirye percebeu que um dos motoristas falava repetidamente ao telefone em idioma que ela não entendia; logo apareceram mais três homens. O ataque foi repentino e brutal: Kitenga foi espancado e ferido com facas, enquanto Nabirye foi deixada perto da casa, tornando possível sua sobrevivência.
Os líderes da igreja chegaram ao local após o ataque e encontraram o corpo de Kitenga na beira da estrada. Eles acionaram a polícia, que levou o corpo para autópsia. A igreja descreveu Kitenga como evangelista dedicado, com foco especial na evangelização entre moradores muçulmanos. A família enlutada recebeu apoio e orações, enquanto as autoridades abriram uma investigação para esclarecer motivação e identificar suspeitos. Até o momento, não houve confirmação de autoria nem prisão de suspeitos.
O episódio ocorre em um contexto de tensões entre religiões em Uganda. A Constituição e as leis locais asseguram a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população, com maiores concentrações na região leste do país. Este ataque é visto como parte de uma sequência de casos de perseguição a cristãos no país. Especialmente para missionários que atuam à noite, líderes religiosos pedem maior cautela e medidas de segurança. Enquanto as investigações prosseguem, a cidade cristã, a igreja e os moradores cristãos enfrentam o luto pela perda de Kitenga.
À medida que as investigações seguem, vozes da fé pedem respostas claras sobre segurança de equipes missionárias e estratégias de proteção para quem realiza ações evangelísticas em campo. O episódio reacende o debate sobre como equilibrar a liberdade religiosa com a proteção de cidadãos em áreas de maior risco, sem comprometer a missão de levar mensagens de fé. O que você pensa sobre medidas de segurança para missionários em áreas urbanas de Uganda? Deixe seu comentário e compartilhe seus pontos de vista.

