Polêmica em Sorocaba envolve Saae, vídeo do prefeito e denúncias de intimidação
Resumo rápido: Sorocaba vive uma nova polêmica envolvendo a prefeitura, o Saae e um vídeo que ganhou as redes. Denúncias apontam que houve uma reunião com servidores para identificar e intimidar os responsáveis pelas denúncias sobre um buraco supostamente forjado para a gravação do vídeo do prefeito Rodrigo Manga, conhecido como o “prefeito tiktoker”.
Metrópoles teve acesso a documentos internos que, segundo a investigação, apontam que a operação envolveu sete veículos, quinze servidores de quatro equipes e custos próximos de 19,7 mil reais. O material também cita três atendimentos falsos e ao menos sete ordens de serviço fraudulentas, sugerindo que a intervenção foi montada para justificar a mobilização.
O vídeo alvo da polêmica foi publicado pelo próprio Manga no dia da intervenção. A gravação mostra o prefeito em meio a uma obra, com maquinário do Saae e outros servidores, e traz a imagem de Manga empurrando uma pessoa para dentro do buraco, cena que gerou críticas e dúvidas sobre a legitimidade da ação.
Segundo o dossiê, teriam sido mobilizados sete veículos e quinze servidores de quatro equipes para abrir, molhar, gravar e fechar o buraco, supostamente sem necessidade técnica. A narrativa levanta a hipótese de que o episódio visava apenas registrar o momento para as redes sociais, sem utilidade técnica clara.
A estimativa de prejuízo total da operação, conforme o documento, soma quase R$ 19,7 mil, incluindo aluguel de máquinas (retroescavadeira, caminhão pipa e caminhão de aterro), locomoção, combustível e pagamento das equipes.
A prefeitura, por meio de nota, afirmou que a intervenção ocorreu a partir de solicitação de serviço registrada pela autarquia e que todas as ordens seguem um fluxo interno de controle, garantindo rastreabilidade das demandas e das intervenções. A nota ainda reforça que a vala foi aberta para manutenção em rede de esgoto, com troca de abraçadeira danificada e que o serviço foi concluído no mesmo dia, seguido da recomposição do pavimento, conforme protocolos operacionais.
Depois da publicação inicial, a prefeitura informou ao Metrópoles que encaminhou uma imagem do suposto registro correto, na qual consta que o serviço solicitado seria de manutenção de esgoto. A divulgação da imagem é apresentada pela prefeitura como evidência de regularidade da intervenção.

A discussão ganhou espaço na cidade, com moradores aguardando respostas mais claras sobre o que de fato motivou a intervenção e se houve uso inadequado de recursos públicos. As autoridades locais ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre eventuais apurações ou consequências administrativas.
Em meio a esse cenário, a comunidade espera transparência e esclarecimentos sobre a relação entre a administração municipal e os órgãos de fiscalização. A cidade fica atenta aos próximos desdobramentos e às providências que deverão ser adotadas para preservar a credibilidade das ações públicas.
E você, qual é a sua leitura sobre o episódio? Acredita que houve procedimento adequado ou há necessidade de uma investigação mais aprofundada? Compartilhe sua opinião nos comentários e contribua com o debate aberto sobre o uso de recursos e a responsabilidade na gestão pública em nossa cidade.

