Resumo: A repercussão sobre a possível compra de Cauã Felipe, 17 anos, destaque do Atlético-GO, levou o Vitória a esclarecer o acordo com o clube goiano. O presidente Fábio Mota afirmou à Bahia Notícias que não houve pagamento de 2,5 milhões de reais por 70% do jogador. O que existe é um modelo de parceria: o atleta é cedido ao Vitória com um valor fixo pré-estabelecido e a divisão de receitas é definida apenas em caso de venda.
Segundo o dirigente, o Vitória mantém acordos semelhantes com várias equipes do futebol brasileiro, incluindo CRB, Atlético-GO, Goiás, CSA e Confiança. Nesses contratos, o clube parceiro cede o jogador e ele passa a integrar o elenco do rubro-negro dentro de um valor previamente definido, sem desembolso imediato. A ideia central é manter a base em atividade constante, permitindo que jovens atletas se desenvolvam sem a pressão de uma compra financeira imediata, ao mesmo tempo em que o clube cria caminhos para futuras transições de mercado com menor risco.
“Funciona assim: o clube parceiro cede o jogador ao Vitória, é estipulado um valor e ele passa a integrar o elenco dentro desse modelo de parceria. O Cauã Felipe, por exemplo, é um atleta do sub-17 que já está aqui há algum tempo nessa modalidade, em parceria com o Atlético-GO. Nesses casos, o Vitória não paga de imediato. Se, no futuro, o jogador se valorizar e for vendido, a divisão já está definida, como esse percentual de 70%”, explicou Fábio Mota.
O presidente citou ainda outros atletas que chegaram ao Vitória por meio desse modelo, distribuídos entre as categorias sub-15, sub-17 e sub-20. Ele destacu que a estratégia tem sido aplicada de forma recorrente na base do clube, com cada caso apresentando suas particularidades, mas mantendo a lógica de valor fixo, disponibilidade do jogador e divisão de eventuais receitas futuras.
“Isso não é algo isolado. Acontece também em outras categorias, como com um zagueiro do sub-17 em parceria com o CRB e um centroavante do sub-20 em situação semelhante. Cada caso tem suas particularidades, mas a lógica é a mesma: o jogador chega, tem um valor fixado e fica à disposição. Se o Vitória decidir efetivar ou negociar, já existe um mínimo estabelecido”, completou o presidente.
A prática surge como parte de uma estratégia para fortalecer a base na cidade de Salvador e região, formando talentos com potencial de subir ao elenco principal e, ao mesmo tempo, abrindo portas para futuras negociações que tragam retorno financeiro. O modelo, segundo Mota, é uma ferramenta constante na gestão da base, especialmente em um cenário onde o desenvolvimento de jovens jogadores aparece como diferencial competitivo.
Moradores da cidade de Salvador e região são convidados a acompanhar os desdobramentos dessas parcerias e a deixar suas opiniões nos comentários. Qual é a sua leitura sobre esse modelo de formação que liga clubes da região e impulsiona jovens talentos? Compartilhe seu ponto de vista e participe da conversa.

