Brasil e Estados Unidos avançam para resolver divergências tarifárias por meio de um grupo de trabalho bilateral, com prazo de até 30 dias para apresentar uma solução concreta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a Donald Trump a criação de equipes técnicas conjuntas para chegar a um acordo que possa ser ratificado pelos dois governos em tempo curto.
Lula explicou a Trump a trajetória da balança comercial entre Brasil e EUA, destacando que o país americano ainda registra superávit com o Brasil ao longo de décadas, enquanto o Brasil teve déficit de US$ 14 bilhões no último ano. Ele rebateu a ideia de tarifas brasileiras altas, lembrando que a média de impostos sobre importações é de 2,7% e que há casos específicos que chegam a 12%.
Além das tarifas, o encontro abriu espaço para temas estratégicos como terras raras, investimentos estrangeiros e cooperação industrial. O objetivo é avançar com propostas concretas para reduzir barreiras comerciais e destravar o comércio entre as duas maiores economias da região.
Concessões também foram discutidas. Lula afirmou que o Brasil está disposto a ceder quando houver desequilíbrio, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Elias, participou para reforçar as negociações. As equipes técnicas devem voltar a se reunir para tratar não apenas das tarifas, mas também da investigação 301 dos EUA sobre o sistema de pagamentos Pix.
A reunião, realizada na Casa Branca, durou cerca de três horas e teve avaliações positivas de ambos os lados. Trump elogiou Lula como um “presidente dinâmico” e classificou o encontro como muito produtivo, enquanto o brasileiro ressaltou que a relação entre Brasil e Estados Unidos pode evoluir rapidamente, sinalizando uma reaproximação importante.
Os próximos passos incluem missões técnicas para aprofundar o diálogo e apresentar propostas concretas sobre tarifas e sobre a conclusão da linha de investigação em aberto, com o objetivo de encerrar a disputa o quanto antes.
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