Argentina contesta que surto de hantavírus tenha começado no país

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As autoridades da Terra do Fogo, na Argentina, afirmaram nesta sexta-feira que a chance de o casal holandês falecido por hantavírus ter sido contaminado em Ushuaia é praticamente nula, mesmo após o cruzeiro MV Hondius ter passado pela região. O hantavírus, transmitido por roedores, não tem tratamento nem vacina e já provocou a morte de três passageiros a bordo.

A hipótese em avaliação é de que um passageiro possa ter contraído a doença antes de embarcar, em 1º de abril, e transmitido o vírus aos demais a bordo. O trio de vítimas é composto pelo casal holandês e por uma mulher alemã. O diretor provincial de Epidemiologia, Juan Petrina, insistiu que não há como fechar a conclusão apenas pela matemática: “É praticamente nula a possibilidade, não posso confirmá-lo porque isto é biologia”.

Petrina explicou que o casal ficou apenas 48 horas em Ushuaia antes de seguir viagem, o que complica ainda mais a linha do tempo para relacionar a infecção ao surto. Ele destacou que o período de incubação do hantavírus e o histórico sanitário da Terra do Fogo precisam ser considerados, especialmente diante do registro de início dos sintomas informado pela OMS.

Sobre a origem do vírus, a variante associada ao cruzeiro corresponde à cepa Andes, presente em províncias argentinas como Chubut, Río Negro e Neuquén, além do sul do Chile. O Ministério da Saúde argentino confirmou que o casal entrou na Argentina em 27 de novembro e percorreu várias províncias do país, além de Chile e Uruguai, incluindo uma região do sul do Chile com surtos ativos de hantavírus.

Investigadores devem viajar a Ushuaia para capturar e analisar roedores nas áreas visitadas pelo casal, enquanto equipes de saúde acompanham possíveis contatos de passageiros que desembarcaram antes. Além disso, o MV Hondius fez escala em várias ilhas remotas ao longo de seu itinerário, o que amplia a vigilância em diferentes localidades da região.

As autoridades sanitárias internacionais mantêm o risco epidêmico considerado baixo, lembrando que o hantavírus é menos contagioso do que a covid-19. Ainda assim, o esforço de rastreamento de contatos e de estudo de roedores continua ativo para compreender o possível elo entre a viagem e os casos ocorridos. O que você pensa sobre as medidas de prevenção adotadas e as informações divulgadas? Deixe sua opinião nos comentários.

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