Pastor Clive Johnston, 78 anos, foi condenado por violar zonas de acesso seguro a serviços de aborto ao realizar um sermão ao ar livre próximo ao hospital Causeway, em Coleraine, Irlanda do Norte. A decisão, proferida por um juiz de distrito, aponta duas acusações sob a Lei de Zonas de Acesso Seguro. Johnston pode recorrer; ele vê a condenação como um ataque à liberdade religiosa.
O incidente aconteceu em julho de 2024, quando Johnston conduziu um serviço religioso ao ar livre diante da área de exclusão em frente ao Hospital Causeway. Segundo relatos, o ato não abordou a questão do aborto, apenas expressou a fé em um ambiente comunitário próximo à instituição de saúde.
A condenação envolve duas acusações previstas pela Lei de Zonas de Acesso Seguro a Serviços de Aborto. A decisão foi anunciada durante uma audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine.
Johnston, avô de sete netos, nega ter assediado alguém e descreve a sentença como um dia sombrio para a liberdade cristã. “Realizamos um pequeno serviço de domingo perto de um hospital. Não houve referência ao aborto, porém a lei é ampla e me condenaram por uma ação de fé,” afirmou ele, citando vídeos da polícia que, segundo ele, comprovam sua versão.
Simon Calvert, vice-diretor do The Christian Institute, destaca que João 3:16 é um versículo amplamente conhecido que não tem relação com o aborto. Ele critica o que chama de excesso da polícia e do Ministério Público, afirmando que pregar o Evangelho não deve ser confundido com protestos contra o aborto. O caso reacende o debate sobre a aplicação da Lei de Zonas de Acesso Seguro e a liberdade de expressão religiosa na região.
Agora, a questão fica no centro de um debate mais amplo sobre como a legislação é aplicada na prática e qual o impacto para práticas religiosas públicas na cidade de Coleraine e na região. Leitor, como você vê o equilíbrio entre segurança pública e liberdade de expressão religiosa? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo para enriquecer o diálogo.
