Nova pesquisa global sobre juventude e Bíblia aponta engajamento significativo entre jovens de 15 a 30 anos, especialmente os de 18 a 24, mesmo em um contexto de secularização crescente. O levantamento, batizado de Pesquisa da Juventude de Patmos, faz parte do Patmos World Bible Attitudes Survey, realizado pela Gallup em parceria com a Patmos Initiative e as Sociedades Bíblicas Unidas. Ao todo, foram entrevistadas 91.000 pessoas em 85 países, incluindo cerca de 28.700 jovens.
Entre os dados mais relevantes: jovens cristãos nessa faixa etária relatam usar a Bíblia semanalmente em metade dos casos, e demonstram maior confiança ao falar de fé, narrar histórias bíblicas e aplicar ensinamentos ao cotidiano. Esses resultados contrastam com a ideia de desinteresse entre a nova geração, destacando uma participação mais ativa do que se imagina em certos contextos culturais.
O estudo divide o mundo em sete Grupos Patmos, com base em fatores culturais, econômicos e religiosos. Em grupos de maioria cristã, como América Latina (Grupo 4) e África Subsaariana (Grupo 7), há alta religiosidade, uso frequente da Bíblia e interesse em estudos mais profundos.
Já em regiões ocidentais seculares (Grupo 5: Europa, América do Norte, Australásia), observa-se declínio na identidade cristã, ainda que jovens crentes permaneçam engajados. O interesse pela Bíblia nessas áreas tende a ser menor entre quem não está ativamente envolvido na fé.
A pesquisa aponta que a curiosidade pela Bíblia vai além dos praticantes: estima-se que 240 milhões de pessoas não cristãs queiram aprender mais sobre o livro sagrado, com jovens de contextos seculares demonstrando maior interesse do que as gerações anteriores. Ainda assim, 70% dos entrevistados mundialmente concordam que as histórias bíblicas são valiosas para crianças.
Entre os que se envolvem ativamente, há maior probabilidade de realizar trabalho voluntário, doar para instituições de caridade e ajudar pessoas no dia a dia. Richard Powney, um dos coautores, ressalta que em alguns contextos jovens cristãos se envolvem com mais frequência com as Escrituras do que os mais velhos, o que surpreende e desafia estereótipos sobre a atual geração.
Na Ásia (Grupo 6), o conhecimento sobre a Bíblia é mais baixo: 56% nunca ouviram falar nela e 75% dizem não saber nada sobre o tema. O estudo também aponta que o envolvimento com a Bíblia está ligado a práticas de serviço e generosidade, reforçando que a leitura pode ter impactos positivos para a sociedade como um todo. E você, o que acha sobre o papel dos jovens na leitura de textos sagrados hoje?
