Resumo: em abril, a OIDAC Europa registrou 38 crimes de ódio anticristãos na Europa, com violência associada às celebrações da Páscoa. França liderou com 10 casos, seguida por Alemanha e Itália, cada uma com sete ocorrências. Além de ataques a templos, houve interrupção de cultos, vandalismo a símbolos religiosos e agressões a fiéis, sinalizando hostilidade crescente durante o período pascal. Palavras-chave: ataques anticristãos, OIDAC Europa, liberdade religiosa.
Entre os episódios mais graves, destacam-se ataques a igrejas na Alemanha e na Itália, uma invasão violenta a uma igreja francesa durante a Páscoa, além de agressões contra cristãos na Irlanda e na Espanha. Também houve vandalismo contra estatuárias, altares e cruzes, com pichações anticristãs e slogans satânicos, sobretudo em França e Itália. Em muitos casos, houve violência física durante missas e celebrações religiosas.
A OIDAC Europa aponta que muitos furtos, arrombamentos e atos de vandalismo não chegam a ser classificados como crimes de ódio pela ausência de provas de motivação, mas expõem vulnerabilidades em regiões cristãs e espaços de culto. No Reino Unido, a organização cita quase 4 mil crimes envolvendo espaços religiosos em 2025, com 271 ocorrências apenas no País de Gales. O relatório também traz referências a avanços legais e debates sobre liberdade religiosa em várias jurisdições.
Casos e decisões chamam atenção. Na Irlanda do Norte, o pastor Clive Johnston foi condenado após um culto ao ar livre próximo a uma clínica de aborto. Em Glasgow, Rose Docherty foi absolvida após exibir um cartaz perto de um hospital. Em Colchester, Essex, a Igreja Pentecostal da Vida buscou apoio diante de uma Notificação de Proteção da Cidade que restringiu a pregação de rua, citando trechos de suas mensagens religiosas. O relatório menciona ainda um processo envolvendo o ex-jornalista da BBC David Campanale e questionamentos sobre discriminação religiosa, defendidos pelo Liberal Democrats.
Apesar dos desafios, há sinais de esperança. A OIDAC Europa destaca batismos recordes na Páscoa em vários países, incluindo mais de 22.000 batismos na França. A diretora executiva Anja Tang lembra também as vítimas de violência fora da Europa, como os ataques de Páscoa na Nigéria, reforçando o compromisso da organização em defender a fé cristã. O relatório ressalta que o texto final de uma resolução do Conselho da Europa reconheceu a importância da liberdade religiosa, embora não tenha incluído explicitamente os crimes de ódio anticristãos. E você, como vê a proteção à prática religiosa na sua cidade? Compartilhe sua opinião nos comentários.
