A Petrobras fechou o 1º trimestre com lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, 7,2% abaixo do mesmo período do ano anterior, mas 109,9% maior que o trimestre imediatamente anterior. A receita de vendas atingiu R$ 123,6 bilhões, elevação de 0,4% frente ao 1º trimestre de 2025 e queda de 2,9% em relação ao último trimestre de 2024. O conjunto de números indica ganho com câmbio e ajustes contábeis que ajudaram a sustentar a performance.
O EBITDA ajustado caiu 2,4% na comparação anual, para R$ 59,643 bilhões, e recuou 0,5% ante o trimestre anterior. Sem eventos exclusivos, o EBITDA somou R$ 61,670 bilhões, com queda de 1,0% ano a ano e alta de 4,5% no trimestre. A empresa aponta que, apesar da maior produção e de recordes de preço do petróleo, as menores exportações parcialmente frearam os resultados.
No núcleo do lucro, o resultado sem eventos exclusivos ficou em R$ 23,811 bilhões, alta de 0,9% na comparação anual, porém queda de 7,2% frente ao trimestre anterior. A valorização do real frente ao dólar e a reversão de impairment contribuíram para o desempenho, amortecendo pressões específicas do setor de petróleo.
A dívida líquida ficou em US$ 62,1 bilhões e os investimentos chegaram a US$ 5,1 bilhões, variações de 10,8% e 25,6% respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. A estatal apontou que a defasagem entre embarque, reconhecimento de venda e fluxo de caixa influencia a leitura sobre a receita, mesmo com a produção em patamar elevado.
Como fica o cenário para investidores e leitores, diante de esses números? A Petrobras demonstra resiliência diante de volatilidade de câmbio e de preço do petróleo, mas os pontos de atenção incluem a margem impactada por exportações menores e a necessidade de acompanhar a evolução da geração de caixa. O que você acha que pode seguir influenciando os resultados da companhia nos próximos meses? Compartilhe sua opinião nos comentários.
