IPS Brasil 2026 aponta o Distrito Federal como destaque em qualidade de vida. O estudo, divulgado nesta quarta-feira (20/5), analisa 57 indicadores em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem?estar e oportunidades. O resultado mostra domínio do Sudeste nas primeiras colocações, mas também revela desafios de inclusão social em várias cidades, com uma diferença superior a 12 pontos entre as capitais mais bem posicionadas e as últimas.
Entre os estados, o Distrito Federal lidera com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta, a região Norte concentra as menores notas, com Uiramutã (RR) em 42,44, Jacareacanga (PA) 44,32 e Alto Alegre (RR) 44,72, evidenciando desigualdades entre os Estados.
No ranking de capitais, Curitiba ocupa o topo com 71,29, seguida por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). Outras entre as melhores incluem Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Já entre as menos bem avaliadas, aparecem capitais como Maceió, Macapá e Porto Velho, com notas abaixo de 62 pontos.
Entre os 20 municípios com as maiores pontuações, destacam-se Gavião Peixoto (SP) 73,10; Jundiaí (SP) 71,80; Osvaldo Cruz (SP) 71,76; Pompeia (SP) 71,76; Curitiba (PR) 71,29; Nova Lima (MG) 71,22; Gabriel Monteiro (SP) 71,16 e Cornélio Procópio (PR) 71,16, sinalizando forte presença do Sudeste na lista de melhor desempenho.
Na extremidade oposta, os 20 municípios com as menores notas ficam concentrados, em grande parte, no Norte. Entre eles aparecem Uiramutã (RR) 42,44; Jacareacanga (PA) 44,32; Alto Alegre (RR) 44,72; Portel (PA) 45,42; Amajari (RR) 45,58; Pacajá (PA) 45,87; Anapu (PA) 45,91; Japorã (MS) 46,23 e Santa Rosa do Purus (AC) 46,70, ilustrando áreas com maiores carências em bem?estar e oportunidades.
“Apesar do bom desempenho das capitais, há sérias dificuldades de inclusão social, com violência contra minorias, famílias em situação de rua e desigualdade de gênero e raça nos parlamentos municipais”, ressalva Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. A mensagem é clara: crescer de forma equitativa depende de políticas que ampliem oportunidades para toda a população.
O IPS Brasil 2026 evidencia que a qualidade de vida varia bastante entre regiões. O Sudeste lidera, enquanto o Norte enfrenta desafios mais expressivos. O estudo orienta ações locais para reduzir desigualdades, ampliar redes de proteção social e promover inclusão, fortalecendo a qualidade de vida de moradores de cada localidade.
