Resumo: a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o risco de propagação do Ebola é alto apenas de forma nacional e regional na África Central, sem threat global imediato. Até agora, foram registrados 51 casos no Congo e 2 casos em Uganda, com 139 mortes suspeitas e quase 600 casos sob investigação. A variante Bundibugyo não tem vacina nem tratamento aprovados, e o surto pode durar pelo menos mais dois meses.
A OMS classificou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional, diante da escalada da transmissão na região leste do Congo e em Uganda. O risco é considerado alto no Congo e na região, enquanto permanece baixo em outras partes do mundo.
Até o momento, as confirmações concentram-se nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no Congo, com Uganda registrando dois casos. A disseminação envolve uma variante rara, Bundibugyo, para a qual não há vacinas nem tratamentos aprovados. Segundo especialistas, parte dos casos só foi detectada depois de testes inconsistentes para outra cepa mais comum terem dado negativo.
Com o aumento do contágio, moradores do leste do Congo relatam alta nos preços de máscaras e desinfetantes. Equipes de saúde e organizações humanitárias trabalham para ampliar as medidas de contenção e impedir a propagação da doença na região.
O virologista Jean-Jacques Muyembe informou que doses experimentais da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford devem ser enviadas pelos EUA e pelo Reino Unido para avaliação de eficácia contra a variante atual. A cooperação internacional é vista como essencial para avançar nas ações de controle.
A OMS continua monitorando o ritmo da crise e enfatiza a importância de vigilância contínua, comunicação rápida entre os países envolvidos e esforços conjunto para frear o surto na região.
