O Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação do influenciador bolsonarista Allan dos Santos por calúnia contra a cineasta Estela Renner. A decisão da Corte Especial manteve a pena de 1 ano, 7 meses e 1 dia de detenção e transitou em julgado nesta quinta-feira, encerrando a possibilidade de novos recursos. O veredito consolida o entendimento de que as falas proferidas contribuíram para ferir a honra de Renner, em uma controvérsia que ganhou grande repercussão no meio cultural e político.
A controvérsia remonta a 2017, quando Allan publicou vídeos criticando a exposição Queermuseu, em Porto Alegre. Em suas mensagens, ele alegou que Estela Renner pretendia “botar maconha na boca dos jovens”, entre outras afirmações. A Justiça entendeu que as falas extrapolaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a honra da diretora, configurando calúnia, conforme a decisão do STJ.
Esse caso se soma a um histórico de conflitos judiciais envolvendo Allan dos Santos. Desde 2021, ele é considerado foragido após prisão preventiva decretada pelo STF em investigações sobre a disseminação de fake news. Atualmente, o influencer vive nos Estados Unidos, mantendo o uso frequente de plataformas digitais para suas colocações enquanto o processo caminha por instâncias superiores.
A decisão do STJ encerra mais uma etapa de uma trajetória que envolve ética, responsabilidade na comunicação e a relação entre liberdade de expressão e danos à honra. Moradores de várias regiões acompanham com atenção desfechos desse tipo de caso, que evidencia o peso de acusações feitas online e a necessidade de bases sólidas para sustentar críticas públicas.
