A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou fôlego após o governo dos EUA classificar PCC e CV como organizações terroristas, decisão vista como “100% positivo” pelos seus aliados. Em Washington, Flávio encontrou o presidente Donald Trump, em seu segundo mandato nos EUA, e participou de reuniões com autoridades do Departamento de Estado, sinalizando apoio internacional à sua estratégia eleitoral.
Interlocutores próximos ao senador, ouvidos pelo Metrópoles, descrevem a medida norte-americana como combustível para a campanha, reforçando a leitura de firmeza e segurança que ele tem levado ao discurso público, especialmente em vésperas das eleições de outubro.
Durante a passagem por Washington, Flávio Bolsonaro manteve encontros com o secretário de Estado, Marco Rubio; o vice-presidente do país, JD Vance; e o assessor especial do líder republicano para políticas no Brasil, Darren Beattie.
A visita aos EUA ocorreu dias após a divulgação de áudios que revelam o envolvimento do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo relatos trazidos à tona por veículos de imprensa.
Conforme a matéria da The Intercept, Vorcaro teria mantido tratativas com o senador, em meio às investigações que cercam um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
Ainda segundo a reportagem, Vorcaro desembolsou R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, cinebiografia que aborda parte da história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A agenda de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas, aliada às revelações sobre relações financeiras envolvendo Vorcaro e o filme, alimenta a leitura de que a pré-candidatura está conectada a dinâmicas internacionais e a narrativas de poder que vão além do Brasil, com impactos potenciais na campanha.
E você, qual leitura faz desse encontro entre política, finanças e cinema na corrida presidencial? Compartilhe sua opinião nos comentários e diga como isso pode influenciar o cenário eleitoral.
