Uma pesquisa do PoderData, divulgada nesta quarta-feira, aponta que 53% dos brasileiros entendem que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas é benéfica para o Brasil. Já 33% veem a medida como ruim e 14% não souberam responder, em um levantamento com 2.500 pessoas em 166 municípios. O estudo ocorre após o anúncio dos EUA, no fim de maio, de incluir as facções nas listas SDGTs e FTOs, com implicações de bloqueios financeiros, sanções e restrições de entrada.
O inquérito mostra o efeito do enquadramento internacional: o departamento de Estado americano cita PCC e CV como as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com redes que se estendem pela região e afetando a segurança nacional dos EUA. As medidas previstas incluem sanções financeiras administradas pelo Tesouro e limitações de acesso a recursos, bem como restrições de viagem para integrantes dos grupos.
As reações no Brasil foram rápidas. O Palácio do Planalto ficou surpreso com a decisão estrangeira, e o presidente Lula afirmou que, apesar de as facções serem terroristas para a sociedade brasileira e precisarem ser combatidas, a medida fere a soberania nacional quando imposta de fora. O assessor Celso Amorim disse que cooperação internacional contra lavagem de dinheiro é bem-vinda, mas que a utilização do tema como pretexto para intervenção é inaceitável.
A decisão também ganhou apoio e críticas no âmbito político. O senador Flávio Bolsonaro classificou a atuação como necessária diante do controle territorial das facções, defendendo o enquadramento como terroristas. O anúncio ocorreu após reuniões em Washington com autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e envolveu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em meio a debates sobre soberania e cooperação internacional.
Qual o seu veredito sobre esse movimento dos EUA e o impacto para a segurança, a diplomacia e a vida cotidiana no Brasil? Compartilhe suas impressões nos comentários e participe da conversa sobre como essa estratégia pode influenciar as relações entre Brasil e Estados Unidos e o combate aos grupos criminosos.
