O pai de Henry Borel criticou a decisão de conceder perdão judicial a Monique Medeiros após o julgamento em que Jairinho foi condenado. O ex-vereador recebeu 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, e a acusação de homicídio contra a mãe da criança foi desclassificada para homicídio culposo.
Leniel Borel afirmou que a decisão “matou o meu filho pela terceira vez” e citou a misoginia como parte da reação pública ao caso. Segundo ele, Henry representa milhares de crianças vítimas todos os dias, e decisões como essa criam precedente para mães que poderiam cometer esse tipo de violência.
Os jurados entenderam que Monique Medeiros não teve a intenção de matar, o que levou à desclassificação da acusação de homicídio doloso. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo crime e Monique também foi condenada por omissão diante das agressões ao filho, recebendo uma pena de um ano e quatro meses, já considerada cumprida.
A decisão motivou reação do Ministério Público e da assistência de acusação. O advogado Cristiano Medina afirmou que pretende pedir a anulação do veredito relacionado a Monique.
Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação durante o curso do processo. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos. A investigação aponta que a criança foi levada desacordada para um hospital na Barra da Tijuca, onde chegou sem vida. Laudos apontaram múltiplas lesões no corpo e indicaram que a morte ocorreu por hemorragia interna e laceração hepática provocadas por violência contundente.
Este desfecho reacende o debate sobre responsabilização e proteção de crianças, com diferentes leituras sobre o peso das decisões judiciais. E você, o que pensa sobre esse desfecho do caso Henry Borel? Compartilhe sua opinião nos comentários.

