Putin rejeita se reunir com Zelensky após ucraniano pedir encontro em carta

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No Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Vladimir Putin deixou claro que não há pressa para um encontro com Volodymyr Zelensky, apontando que os termos técnicos de um possível acordo precisam estar definidos antes de qualquer diálogo. O conflito na Ucrânia permanece, com Moscou mantendo o foco nas metas estratégicas, incluindo o controle da região de Donbas, antes de conversas formais.

Na véspera, Zelensky mandou uma carta propondo um diálogo direto entre os chefes de Estado para encerrar a guerra, sugerindo uma data definitiva para a reunião. Putin rejeitou a ideia de reunião imediata, afirmando que não há sentido em se falar sem acordos concretos já desenhados e mantendo a ofensiva militar até que seus objetivos sejam assegurados.

No âmbito econômico, Putin minimizou críticas à saúde financeira da Rússia. O país registrou uma contração de 0,2% no primeiro trimestre de 2026 — a primeira queda trimestral em três anos — enquanto enfrentava as maiores taxas de juros em duas décadas. Em tom irônico, citou Mark Twain para reafirmar que os rumores sobre a morte da economia foram exagerados, defendendo uma transição para uma economia mais “soberana” e menos dependente do Ocidente.

O Fórum, que antes era visto como o “Davos russo”, revelou um redesenho do cenário geopolítico: a presença de delegações da China e da Arábia Saudita ocupou o centro dos corredores, enquanto o Ocidente ficou menos presente. Entre os convidados destacados estavam o ex-ator Steven Seagal, a influenciadora Candace Owens e parlamentares da direita alemã. Exposições com robôs humanoides destacaram investimentos em regiões anexadas da Ucrânia, sinalizando uma agenda de prioridade estratégica para o Kremlin em meio ao isolamento internacional.

Analistas destacam que a Rússia aposta em parcerias com grandes potências para contornar o isolamento e sustentar sua agenda militar e econômica, enquanto a guerra continua. A narrativa oficial reforça que a negociação só avançará quando houver garantias tangíveis de acordo. Comente: como você vê o papel da diplomacia e das potências globais nesse conflito, e qual o caminho mais provável para um desfecho?

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