A produção industrial brasileira avançou 0,7% de março para abril de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (10/6). Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 2,7%, após avanço de 4,4% em março. No acumulado, a indústria ficou 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e ainda 12,9% abaixo do recorde de maio de 2011. O crescimento ocorreu em duas grandes categorias e em 10 dos 15 ramos pesquisados.
Entre os motores do crescimento, destacam-se as indústrias extrativas e os produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, cada um com alta de 3,1%, contribuindo pelo quinto mês consecutivo para a expansão da produção.
Entre as 11 atividades que registraram queda, o setor de produtos químicos teve a maior influência negativa, reduzindo parte do ganho de 4,5% observado em março. Destaques de recuo ainda ficaram por farmoquímicos e farmacêuticos, máquinas e equipamentos, veículos automotores, reboques e carrocerias e metalurgia.
A PIM, criada para acompanhar o produto real das indústrias extrativas e de transformação, acompanha indicadores de curto prazo desde a década de 1970. Em março de 2023, a série passou por reformulação, iniciando a divulgação da nova linha de índices mensais da produção industrial.
Mesmo com o avanço recente, a produção industrial permanece 12,9% abaixo do recorde de maio de 2011, evidenciando o estágio atual de recuperação gradual da indústria brasileira.
Como têm sido as mudanças nos setores que você acompanha? Compartilhe suas observações nos comentários: quais ramos ou regiões devem puxar a recuperação nos próximos meses?
