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STJ vai decidir se regras de guarda podem valer para pets

STJ vai decidir se regras de guarda podem valer para pets
STJ vai decidir se regras de guarda podem valer para pets

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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça analisa se mecanismos usados para regulamentar guarda e convivência de pessoas podem servir para disputas envolvendo animais de estimação, como uma cadela Golden Retriever, no Distrito Federal, ampliando o debate sobre qual proteção jurídica os pets devem receber.

Felipe Menezes/Metrópoles
STJ Dino

A Quarta Turma acompanha a decisão do TJDFT, que reconheceu a posse exclusiva da cadela pela tutora e afastou o regime de convivência compartilhada que havia sido definido na primeira instância.

O ex-companheiro sustenta que tratar o animal como objeto desconsidera o vínculo afetivo e pede o restabelecimento da convivência alternada com o animal.

A defesa ressalta que animais de estimação não são objetos, mas seres sencientes que merecem proteção jurídica compatível com sua condição. O julgamento ocorre em meio à tramitação da proposta de reforma do Código Civil, organizada por uma comissão coordenada pelo ministro Luis Felipe Salomão, que prevê reconhecer os animais como seres vivos sencientes e protegê-los juridicamente.

O tema ganha contexto à medida que a reforma avança, oferecendo um marco para decidir casos semelhantes que envolvem vínculos afetivos entre tutores e seus pets, sem perder de vista a necessidade de regras estáveis e justas no direito de família.

O debate sobre o tratamento jurídico dos animais de estimação reflete a busca por equilíbrio entre vínculos afetivos e o reconhecimento de que eles demandam proteção especial. E você, qual deve ser a prioridade: ampliar a proteção aos animais como seres sencientes ou manter regras tradicionais de guarda que foquem apenas em pessoas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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