Uma operação conjunta da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), batizada de Black-Tie, mira um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo servidores públicos e privados. Nesta quarta-feira (17/6), mandados de busca e apreensão foram cumpridos, inclusive no Anexo do Palácio do Buriti. Entre os alvos estão o ex-secretário de Economia Ney Ferraz e o assessor comissionado Luiz Carlos de Sousa; as investigações tiveram início no começo de 2025 e seguem em curso, com autoridades classificando o caso como sigiloso.





A investigação envolve o ex-secretário Ney Ferraz, da gestão Ibaneis Rocha, e o assessor comissionado Luiz Carlos de Sousa, ambos alvo de mandados durante a operação. As informações indicam um esquema que inclui corrupção, lavagem de dinheiro e atuação coordenada entre servidores e particulares.
As apurações, que começaram em fevereiro de 2025, detectaram movimentações financeiras e patrimônios considerados incompatíveis com a renda declarada por alguns investigados. Aprovação de medidas patrimoniais busca evitar a ocultação de ativos ligados aos fatos apurados. A Polícia Civil, o Ministério Público e o TJDFT trabalham sob sigilo enquanto avançam as diligências.
A partir daí, os investigadores aprofundaram as apurações e encontraram indícios da utilização de mecanismos destinados a ocultar a origem de recursos, dissimular patrimônio e viabilizar a atuação coordenada entre servidores e particulares para obter vantagens indevidas.
O lado institucional também se posicionou. Por meio de nota, a Secretaria de Economia do DF confirmou que, pela manhã desta quarta-feira, foi cumprido mandado de busca e apreensão contra um servidor vinculado à gestão anterior, em ação conduzida pela PCDF e pelo MPDFT. A ação foi restrita a essa etapa de trabalho da pasta. A secretaria afirma que coopera com as autoridades e que aguarda acesso a mais informações para tomar as medidas administrativas cabíveis.
O caso permanece sob sigilo judicial, com as informações sendo acompanhadas de perto pelas autoridades competentes. O desdobramento pode esclarecer o papel de cada envolvido na suposta construção de um esquema de desvio de recursos e de favorecimentos indevidos.
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