Resumo: o Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano, decisão unânime entre os sete diretores, incluindo o presidente Gabriel Galípolo. O grupo ressaltou incertezas externas e a necessidade de calibrar a política monetária com cautela.
“O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% a.a.”
No comunicado, o Copom aponta ambiente internacional marcado pela indefinição de acordos no Oriente Médio, o que eleva a volatilidade de ativos e commodities. Mesmo assim, o comitê sinaliza que trajetórias de convergência da inflação para a meta em 2028 continuam compatíveis com uma suavização gradual da atuação monetária.
No âmbito doméstico, indicadores indicam avanço da atividade econômica no primeiro trimestre, com setores mais cíclicos ganhando peso e o mercado de trabalho mantendo sinais de resiliência. No entanto, a inflação cheia e as medidas subjacentes permaneceram acima da meta, exigindo paciência na condução da política monetária.
O Copom destacou que as trajetórias alternativas para convergir a inflação à meta no primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização da variação dos agregados macroeconômicos, mantendo um ciclo de cortes gradual. A decisão de reduzir a Selic para 14,25% foi unânime, com voto dos sete diretores, incluindo o presidente Gabriel Galípolo.
Decisão do Copom: os diretores definem se vão cortar, manter ou elevar a Selic, instrumento central para controlar a inflação. A ata recente mostrou cautela com o cenário internacional, impactado pelo conflito no Oriente Médio, mas reforçou o grau de confiança na trajetória de desinflacionamento.
Expectativas do mercado: as projeções para a Selic apontam 10,50% em 2027, 10% em 2028 e 9,50% em 2029. Mesmo com o corte, a maior parte do mercado não acredita que a taxa ficará abaixo de dois dígitos até o fim do mandato do presidente Lula ou da gestão de Gabriel Galípolo à frente do BC, em 2028.
Calendário do Copom 2026: 27-28 de janeiro; 7-8 de março; 28-29 de abril; 16-17 de junho; 4-5 de agosto; 15-16 de setembro; 3-4 de novembro; 8-9 de dezembro.





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Observação: as informações deste texto refletem a decisão do Copom vigente e as projeções de mercado para os próximos anos, considerando os cenários de inflação e crescimento.
