Resumo: Em entrevista, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o senador Jaques Wagner está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Durigan afirmou que Wagner terá a chance de se explicar sobre o possível vínculo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ressaltou a necessidade de ampliar a supervisão bancária no país.
Durigan afirmou que jamais teve contato com Daniel Vorcaro. Em tom lembrado por Fernando Haddad, ele disse que, se Vorcaro procurou Haddad ou a equipe, acabou procurando a pessoa errada. “Eu não tenho profundo conhecimento de nada que está acontecendo”, afirmou, reforçando que Wagner deve ter espaço para esclarecer os fatos e que confia que ele apresentará sua versão à Justiça. A declaração foi feita durante entrevista ao Acorda, Metrópoles, cujo conteúdo também foi compartilhado com a imprensa.
“Eu confio e gosto muito do Jaques Wagner. Acho que ele tem que ter a oportunidade de se explicar e de se defender. E eu confio que ele vai fazer isso”, completou Durigan, reiterando que a defesa do senador é essencial e que ele deverá prestar esclarecimentos à Justiça.
A entrevista foi concedida aos jornalistas Natália Andrade, Milena Teixeira, Camila Xavier e Deivid Souza, ocasião em que o ministro também abordou o tema Master e o sistema bancário brasileiro.
Durigan acrescentou que o caso Master serve para refletir sobre o atual sistema financeiro. Ele lembrou que as aquisições e a expansão do Master ocorreram entre 2019 e 2024, sob a gestão do ex-presidente do Banco Central, e citou a prisão de ex-diretores do banco, apontando a necessidade de ampliar a supervisão não apenas do Banco Central, mas também de outras instituições.
Liderada pelo PT, a nova etapa da Operação também investiga a participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras. Além de Wagner, o PF mira Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, já liquidado pelo BC. Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão cumpridos, autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, no Distrito Federal, São Paulo e Bahia.
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