Resumo: O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que aguarda o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para liberar o retorno da Guerra de Espadas em Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru, com exigência de certificação das espadas pelo Exército e mecanismos de segurança para moradores e visitantes.
O TAC estabelece duas obrigações centrais: 1) as espadas utilizadas devem ter certificação do Exército; 2) o espadódromo deve ser isolado e a área de prática passa por vistoria. Além disso, o local precisa de barreiras de concreto ou grades de proteção para delimitar o perímetro e de infraestrutura de segurança como iluminação de emergência, rotas de fuga sinalizadas, equipes de brigadistas e pontos de primeiros socorros. A prefeitura também deve manter unidades de saúde em regime de alerta durante a festa.
Caso haja descumprimento de qualquer cláusula, há multa diária de R$ 20 mil para a prefeitura ou para a Associação Cultural dos Espadeiros de Senhor do Bonfim. A supervisão envolve o MP-BA, a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e o CREA, com o objetivo de preservar a tradição cultural sem comprometer a segurança da população.
As guerras de espadas permanecem proibidas pela Justiça da Bahia desde 2017, por decisão do TJ-BA. Atualmente, Senhor do Bonfim é o único município com acordo previsto com o MP-BA para retomar a prática, encarando o desafio de manter viva uma expressão cultural da cidade dentro de normas de segurança e responsabilidade.
E você, o que acha da reabertura da Guerra de Espadas? Acredita que é possível equilibrar a preservação da tradição com medidas de proteção para moradores e turistas? Conte sua opinião nos comentários.
