O senador Jaques Wagner, alvo de uma operação da PF em razão de suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, mantém-se atuando como líder do governo no Senado. Em entrevista à Band News, ele afirmou que Lula se solidarizou com ele e que continuará na função até nova ordem. Além disso, Wagner protocolou um recurso a um projeto polêmico que eleva o piso salarial de médicos e dentistas para 13.662 reais em uma jornada de 20 horas semanais.
A proposta foi aprovada em 10 de maio pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, em caráter terminativo; sem recurso, seguiria diretamente para a Câmara. O governo classifica a matéria como uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.
O impacto orçamentário estimado pela equipe econômica, caso o projeto seja aprovado pela Câmara, é de cerca de 47 bilhões de reais por ano. Além do aumento do piso, a proposta prevê reajuste de 20% a 50% no adicional noturno, ampliação das horas extras e um intervalo obrigatório de 10 minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.
O prazo para recurso vencia nesta quinta (18). Wagner apresentou o recurso às 21h04, abrindo espaço para a Mesa Diretora receber emendas. A partir dessa decisão, um relator de plenário, escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliará as próximas etapas. A atuação de Wagner, na prática, atrasou a tramitação, e a discussão deve ser retomada no início de julho, conforme a vontade do presidente do Senado.
Como fica essa história para o curto prazo e para quem trabalha na saúde? O tema envolve educação financeira pública, salários e o funcionamento do Congresso. E você, o que pensa sobre reajustes salariais para médicos e dentistas e sobre o ritmo das pautas no Senado? Comente abaixo com sua opinião e compartilhe sua visão sobre o caminho dessa proposta.
