Uma jovem de 21 anos morreu ao ser lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante a prática de rope jump. O caso abriu uma rodada de debates sobre segurança e acesso à estrutura, com autoridades avaliando medidas para evitar novos acidentes.
Em depoimento à polícia, o amigo que acompanhava Maria Eduarda Rodrigues de Freitas disse que a preparação para o salto diferiu do procedimento habitual:, com a fixação da corda ocorrendo apenas momentos antes do salto, na plataforma. Ele afirmou não ter visto o momento da fixação da corda, e relatou que, ao ouvir gritos de alerta sobre a ausência da corda, entrou em estado de choque e precisou ser contido por outros presentes.
Maria Eduarda era natural de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, e tinha formação em educação física e gestão esportiva. Ela trabalhava em uma academia de musculação na cidade e costumava compartilhar nos seus perfis nas redes sociais a rotina de treinos. Em uma postagem feita por volta das 7h30, ela comentou sobre o salto, em tom de brincadeira, com a frase: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
No momento do salto, a vítima usava uma câmera GoPro, que não foi localizada após a queda. Segundo o boletim de ocorrência, o valor pago pelo salto foi de R$ 180, e mais R$ 110 pela locação da câmera, adquiridos por meio de contato com os organizadores do evento.
Dois dias após a tragédia, autoridades discutiram medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto. Em reunião envolvendo a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis, foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura. A SPU informou que os prefeitos apoiaram a retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios para evitar a entrada de pessoas na área. Em Limeira, a prefeitura informou que retomaria ações para fechar acessos irregulares e reabriria uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que foi aterrada sem autorização.
As medidas, segundo a administração local, atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da região enquanto são avaliadas soluções definitivas. A tragédia reacende o debate sobre a necessidade de regras claras de acesso a pontos de alto risco e sobre a responsabilidade de organizadores de atividades ao ar livre.
Imagens e vídeos do acidente foram compartilhados pela imprensa, destacando o choque entre moradores e equipes de apoio. A prefeitura também enfatizou que Maria Eduarda morava na região e atuava na área de educação física, fortalecendo a percepção de que jovens dedicados ao treino buscaram experiências de risco sem a devida proteção.
Em depoimento, o rapaz contou que saltou antes de Maria Eduarda — e que o preparo envolvia colocar equipamentos em uma área separada, com a fixação da corda ocorrendo apenas na plataforma.
Veja imagens do acidente:





O caso envolve ainda uma discussão pública sobre como regular o acesso a áreas consideradas de alto risco. Autoridades destacam a necessidade de equilibrar turismo de aventura com a proteção de moradores e espectadores.
Qual é a sua opinião sobre as medidas propostas para a Ponte do Esqueleto? Você acha que demolição ou fechamento definitivo seria a solução mais segura, ou há outras alternativas que poderiam evitar novas tragédias sem prejudicar visitantes e a memória de quem perdeu a vida? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.
