Jovens ocupados são a maioria, mas 6,2 milhões seguem como “nem-nem”

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Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com cruzamento de dados do IBGE/PNAD Contínua, RAIS e eSocial, mostra que no 1º trimestre de 2026 há 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos no Brasil. Desses, 13,9 milhões estavam ocupados, enquanto 6,2 milhões não estavam nem na escola nem no trabalho, formando o grupo conhecido como “nem-nem”.

Mesmo com esse contingente grande de jovens ocupados, o país ainda convive com instabilidade: 52% dos adolescentes que trabalham ficam em função por menos de um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de ocupação é de 68,7% — ainda aquém do pré-pandemia — e os desafios para inserir e manter esses jovens no mercado de trabalho seguem visíveis. A expectativa é reconduzir mais pessoas à escola ou, quando necessário, ao trabalho com condições dignas e remuneradas.

A conclusão é a de que temos muita gente na escola, menos gente fora do mundo do trabalho ou da escola. Nosso primeiro esforço é trazer essas pessoas de volta para a escola. Eventualmente trabalhando, se precisar, para poder remunerar.

Entre os 14 e 17 anos, a participação no trabalho é de 15,6% e é vista como sinal de que mais jovens estão estudando. Já entre os 18 e 24 anos, a participação chega a 68,7%, ainda sem atingir o patamar pré-pandêmico. O desafio é transformar a credencial de escolaridade aliada à experiência em empregos decentes, bem remunerados e com oportunidades de crescimento.

No conjunto, 73% dos jovens têm pelo menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram essa etapa. O mercado ainda exige qualificação; segundo a subsecretaria, o mapa de vagas aponta que a credencial de conclusão de ensino médio é cada vez mais determinante para entrar no mercado de trabalho.

Nós temos um grande desafio porque a credencial mínima para o mercado de trabalho é o ensino médio. Cada vez mais isso fica evidente em todas as regiões do Brasil, não apenas nas áreas urbanas, mas também nas rurais.

Do lado da empregabilidade, a taxa de desemprego entre jovens caiu, mas a lacuna persiste: 25,1% dos adolescentes de 14 a 17 anos estavam desempregados no 1º trimestre, enquanto 13,8% dos jovens de 18 a 24 não tinham emprego. Somados, são 2,7 milhões de jovens (18-24) desempregados e 586 mil adolescentes nessa situação. Observa-se ainda que 57,8% dos jovens ocupados tinham vínculo formal, somando 8 milhões de vínculos formais entre 14 e 24 anos, dentro de quase 60 milhões de empregos formais no país.

Entre as ocupações que mais empregam os jovens, aparecem: Balconistas e vendedores (1,24 milhão), Escriturários gerais (1,07 milhão), Auxiliar de construção de edifícios (394 mil), Recepcionistas (391 mil) e Caixas e bilhetes (367 mil). Ainda, 59% dos jovens estão nessas 20 maiores ocupações, o que aponta concentração em funções de menor escolaridade e remuneração próxima ao salário mínimo. O entendimento é que muitos entram no mercado e enfrentam dificuldades para permanecer e avançar na carreira.

Se por um lado há jovens entrando, por outro há a necessidade de políticas que promovam formação aliada à experiência, com supervisão e orientação, para reduzir a rotatividade e incentivar trajetórias de ascensão profissional. O foco, hoje, é manter alunos na escola e oferecer caminhos que transformem diploma e prática em trabalho estável e bem remunerado.

E você, quais soluções reais para ampliar a permanência de jovens no mercado de trabalho e acelerar a melhoria da qualidade das opções disponíveis você considera mais eficaz? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos construir juntos caminhos mais justos para a juventude brasileira.

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