Brasil monitora crise na Venezuela mas não vê alta em fluxo migratório

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela, ainda não houve aumento expressivo no fluxo de venezuelanos buscando abrigo no Brasil, conforme monitoramento do governo. Autoridades destacam que a situação exige acompanhamento, mas não demanda medidas extraordinárias no momento.

O governo brasileiro acompanha de perto a crise sísmica que atingiu a costa norte do país, com magnitudes de 7,2 e 7,5. A Operação Acolhida, criada em 2018 para atender venezuelanos que chegam ao Brasil, informou que não houve aumento significativo na demanda por acolhimento na fronteira de Pacaraima, em Roraima. Entre 100 e 200 venezuelanos teriam cruzado para o lado brasileiro recentemente, segundo dados oficiais.

Especialistas da Acnur, que atuam na operação, ressaltam que ainda é cedo para retirar conclusões sobre mudanças na migração. As áreas mais atingidas pelos tremores ficam a mais de 1,4 mil quilômetros da fronteira com o Brasil, o que complica ligar diretamente o abalo sísmico aos fluxos migratórios futuros. Mesmo diante da crise, a força-tarefa afirma ter estrutura suficiente para ampliar acolhimento, caso haja necessidade.

Dados sobre migração venezuelana no Brasil apontam números expressivos: entre 2018 e 2025, cerca de 1,4 milhão de venezuelanos migraram para o Brasil. O principal ponto de passagem continua Pacaraima, em Roraima. No último ano, 21.233 mil venezuelanos pediram refúgio no país. A PF também registra significativo fluxo de requerentes e a atuação conjunta entre governos estaduais, federal e organizações internacionais segue em curso.

Crise na Venezuela: até a última atualização, o governo venezuelano confirma 920 mortes e mais de 3,3 mil feridos após os terremotos de 24 de junho, que atingiram principalmente La Guaira e Caracas. Estima-se que mais de 1,4 mil estruturas tenham sido danificadas, incluindo 383 residências e 13 hospitais. Um registro de 157 desaparecidos foi divulgado, embora estimativas da ONU e de civis indiquem números ainda maiores. Países partners mobilizaram equipes de resgate e envio de ajuda humanitária para as vítimas.

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Para ajudar na resposta à crise sísmica, diversos países, entre eles o Brasil, destacaram equipes de especialistas para a Venezuela e enviaram ajuda humanitária com medicamentos e itens básicos às vítimas da tragédia. O conjunto de ações mira a reduzir impactos sociais enquanto se aguarda avaliação de impactos a médio prazo na migração regional.

Encerrando, o Brasil reforça que está preparado para responder a eventuais mudanças no fluxo migratório, mantendo abrigos com vagas disponíveis e áreas de contingência prontas para ampliar o acolhimento, se necessário. O acompanhamento das autoridades busca evitar impactos sociais e oferecer suporte às famílias afetadas.

E você, como encara a resposta humanitária internacional diante de desastres como esse? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o que poderia melhorar o apoio a quem precisa—e como nossos países vizinhos podem cooperar melhor nesse tipo de crise.

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