Lula anuncia Plano Safra da agricultura familiar com R$ 85 bilhões em crédito

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O governo revelou o maior volume já destinado ao Plano Safra da Agricultura Familiar para a safra 2026/2027, com 85,2 bilhões de reais em crédito. A medida reforça o compromisso com o fortalecimento de produtores menores, oferecendo financiamentos com taxas de juros bem mais baixas e condições favoráveis para a produção de alimentos no país.

A cerimônia no Palácio do Planalto marcou a celebração de uma edição histórica do programa, que reserva previsões de crédito por meio de linhas do Pronaf para custeio, investimento e aquisição de máquinas. A ministra Fernanda Machiavelli destacou que as taxas caem para 2% ao ano na maior parte das linhas, chegando a 1% para quem investe na produção de alimentos orgânicos.

Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula

No programa voltado à agricultura familiar, diferentes linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferecerão crédito com juros reduzidos para diversas finalidades, como custeio da produção agropecuária, compra de máquinas e outros investimentos no campo. Em algumas linhas, de acordo com o governo, a taxa de juros cairá de 3% para 2% ao ano.

“Caíram os juros de praticamente todas as linhas. Quem quiser produzir alimento nesse país a taxa será de 2%. E, se quiser produzir alimento orgânico, será um 1%.” disse a ministra, destacando o conjunto de cortes que passam a vigorar neste ciclo. Além disso, o governo informou que, no total, o montante destinado a crédito e investimentos deve chegar a 97,3 bilhões de reais.

Na nova safra, o Planalto espera aumentar o número de operações contratadas. No ciclo 2025/2026, foram firmados mais de 2 milhões de contratos, totalizando cerca de 64,5 bilhões de reais em crédito. O anúncio da nova edição contou com a presença de diversos líderes do governo e do Congresso.

Mais cedo, também em cerimônia no Planalto, o governo divulgou a versão empresarial do Plano Safra, destinada a médios e grandes produtores, com R$ 525,1 bilhões em crédito para o ciclo 2026/2027. O lançamento, porém, ocorreu sem a presença de Lula, que cumpria agenda no Paraguai. A Frente Parlamentar da Agropecuária criticou a medida, alegando que o governo criou fundos artificiais para construir uma narrativa de recorde e que a ausência do presidente de divulgação da versão empresarial gera desrespeito ao conjunto do setor.

Os defensores da política avaliam que as ações do Safra, acompanhadas por seguro rural, compras públicas e assistência técnica, fortalecem a cadeia produtiva e asseguram mais oportunidades para produtores de todos os portes. E você, o que acha dessas medidas para o campo brasileiro? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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