Resumo rápido: em entrevista ao UOL, o ex-presidente Michel Temer (MDB) afirma que Dilma Rousseff nunca mais o procurou desde o impeachment, reforça o respeito institucional e comenta a atuação política, além de mencionar uma suposta tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Também fala sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master e pagamentos de honorários de até R$ 10 milhões em 2025 ligados a uma possível venda ao BRB.
Sobre Dilma, Temer diz que não apoiou as ações que levaram ao afastamento e recorda o tom de cordialidade na transição. Em trecho citado pelo UOL, ele ressalta: “eu respeito muito, institucionalmente, a senhora ex-presidente” e acrescenta que “ela nunca mais falou comigo”.
Quanto ao governo que enfrentou em 2016, Temer afirma que era preciso unificar o país e restaurar a credibilidade interna e externa. Ele defende a implementação de reformas e elogia a Lava-Jato, afirmando que a operação trouxe proteção contra tentativas de enfraquecê-la, reforçando a importância das instituições.
O ex-presidente também comenta a tentativa de golpe associada aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, dizendo que o desejo golpista se manifestou pela invasão aos prédios que abrigam os Poderes da República. Em seguida, elogia o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que as decisões da Corte contribuíram para fortalecer a democracia.
Sobre Daniel Vorcaro, Temer o descreve como uma pessoa de quem mantém memória pessoal, chamando-o de “figura muito doce”. Contudo, ressalta a necessidade de separar a imagem pública da atuação, especialmente diante de acusações contra o Banco Master, investigado por crimes financeiros. O Master informou pagamentos ao escritório de Temer, com o valor de até R$ 10 milhões em 2025, para atuação na tentativa de venda do banco ao BRB. Temer afirma ter recebido honorários pelo trabalho profissional, reconhecendo que não houve sucesso e que se afastou do caso.
Como você vê os relatos de Temer sobre o impeachment, a atuação das instituições e as ligações com o setor financeiro? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o cenário político brasileiro.
