Um novo levantamento de estrelas antigas da Via Láctea aponta que a idade do Universo fica em torno de 13,8 bilhões de anos, reforçando o valor previsto pelo modelo cosmológico padrão e oferecendo pistas sobre a tensão de Hubble.
A pesquisa, liderada por Indranil Banik, da Universidade de Portsmouth, usa “fósseis estelares” — estrelas extremamente velhas — para ler a história do cosmos. A equipe analisou 247.103 estrelas subgigantes observadas pelos levantamentos LAMOST e Gaia; após filtragens para manter apenas objetos compatíveis com o padrão antigo, sobram 155.600 para a análise final.



Entre os resultados-chave, a equipe aponta que a estrela mais antiga identificada tem aproximadamente 13,73 bilhões de anos, com uma incerteza de +0,18 e -0,15 bilhões. O conjunto, alinhado a estimativas anteriores baseadas em estrelas velhas e em aglomerados globulares, também é compatível com previsões derivadas da radiação cósmica de fundo.
Apesar do avanço, os próprios pesquisadores destacam que fatores como o tamanho da amostra, os modelos estelares e as hipóteses sobre a formação estelar podem influenciar a precisão. A possível explicação para a chamada tensão de Hubble envolve fenômenos locais, como variações na expansão recente do Universo ou a presença de grandes vazios de matéria na vizinhança cósmica.
Em síntese, o estudo reforça a ideia de que a idade cósmica pode estar bem próxima dos 13,8 bilhões de anos previstos pelo modelo cosmológico padrão, ao mesmo tempo em que abre caminhos para entender melhor discrepâncias locais na expansão do Universo.
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