
Belo Horizonte – Uma mãe relata, nas redes, que um motorista de aplicativo se recusou a transportar sua filha, que tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), mesmo com o crachá de identificação. O episódio aconteceu na terça-feira (14/7), por volta das 15h, quando Elisa Albuquerque e a menina saíram de um posto de saúde para voltar para casa.
Elisa afirma que pediu um Uber e teve a corrida recusada pelo motorista por causa da presença da criança autista. Segundo ela, o condutor disse não levar a criança sob nenhuma circunstância, justificando que não seguiria a viagem por causa do crachá.
A mãe, emocionada, detalha que saiu do carro aos gritos após a recusa, batendo a porta com força. Ela admite ter ficado muito nervosa, mas lembra que estava com a filha no colo e precisava manter a segurança da menina.
Durante a conversa gravada, Elisa disse que iria tornar o caso público nas redes. Em trechos do áudio, o motorista é visto desvalorizando a situação e até sugerindo que a mãe mostrasse a placa ou procurasse outro meio de transporte, enquanto ela insistia em viajar com a filha.
Após a divulgação do vídeo, Elisa disse ter recebido relatos de outros usuários sobre condutas de motoristas. Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil não havia respondido; a Uber foi acionada pela reportagem e informou que analisaria o caso, enquanto o motorista não havia sido localizado.
Este caso reacende o debate sobre inclusão e respeito no transporte por aplicativo, especialmente no atendimento a crianças com TEA. O espaço fica aberto para que o motorista se manifeste e para que a Uber se posicione sobre o ocorrido. E você, já vivenciou ou testemunhou situação semelhante? Compartilhe sua opinião nos comentários.
