“Contar a história dela é um grande desafio”, diz diretora de série documental sobre trajetória de Preta Gil

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A série documental “Meu Nome é Preta” estreia na próxima segunda-feira (20) na Globoplay, marcando um ano desde a morte de Preta Gil. Dividida em quatro episódios, a produção reúne depoimentos de familiares e amigos próximos — Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Regina Casé, entre outros — e será disponibilizada semanalmente, com o primeiro episódio aberto aos não assinantes.

Sob a direção de Mini Kerti, a obra reconstrói a trajetória da cantora a partir do olhar de quem esteve mais perto. Em entrevista à Globoplay, a diretora não esconde a emoção do processo: “Eu chorei vários dias, nas filmagens e na ilha de edição. Preta foi muito ela mesma, sob milhares de holofotes e, muitas vezes, incompreendida.” Ela acrescenta que a história revela uma rede enorme de afetos que a acompanharam.

Mini Kerti é referência no audiovisual brasileiro, com foco em projetos musicais. Entre seus trabalhos, destacam-se o documentário Barão Vermelho: Por que a Gente é Assim? (2017) e a revisão de Refavela 40. A cineasta já atuou como diretora de produção em Socorro Nobre (1995), dirigido por Walter Salles, e como assistente de direção em A Ostra e o Vento (1997).

A obra resgata registros raros, incluindo filmes inéditos em Super 8 da infância de Preta Gil na Bahia, junto aos pais, Sandra Gadelha e Gilberto Gil, além de imagens emocionantes do irmão Pedro Gil, falecido em 1990. A diretora explica que o recorte narra a vida da cantora a partir de acontecimentos que moldaram seu rumo: a morte do irmão na adolescência, o primeiro disco em que posou nua, a criação da Noite Preta e, depois, o Bloco da Preta.

Confrontando cenas íntimas com momentos de embates públicos dos anos 2000, o material destaca o pioneirismo de Preta em pautar temas considerados tabus e reforça que ela nunca teve medo de se apresentar como era — uma figura que se conectava com o público de forma generosa e, muitas vezes, corajosa. “Ela não criava pautas, ela era a própria pauta”, afirma Mini Kerti.

Ao ampliar a visão sobre a trajetória de Preta Gil, a série celebra a força de viver com autenticidade e o impacto de seu legado na cultura e no imaginário coletivo. Se você ficou curioso para acompanhar as imagens e depoimentos, acompanhe a estreia e conte nos comentários o que espera da produção.

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