Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

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Resumo: o governo brasileiro anunciou a retomada de medidas de apoio aos setores afetados pela tarifa dos EUA, com linhas de crédito para capital de giro, investimentos e ações para facilitar o escoamento de produtos. A tarifa adicional de 25% incide sobre parte das exportações brasileiras, atingindo cerca de 2,4 mil empresas que respondem por aproximadamente 18% do total de exportações para os EUA, num montante estimado de US$ 7,4 bilhões frente a 2024.

Em Brasília, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Mário Elias Rosa, destacou que o governo prioriza o apoio a quem foi atingido pela medida considerada injusta, indevida e ilegal. As ações anunciais visam oferecer crédito de giro, investimentos e facilitação para ampliar o escoamento de produtos para outros mercados.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a maior parte do impacto recai sobre madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmicos, calçados e aço. A expectativa é compensar perdas com linhas de crédito e recursos voltados a ampliar a exportação para clientes e países alternativos, preservando a competitividade brasileira.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministro do MDIC e um dos negociadores com os EUA, afirmou que o governo atuará com base na Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso. Ele classificou a nova tarifa como injusta e disse que o país estudará a melhor forma de aplicar os mecanismos da lei para responder a medidas externas.

Sobre as críticas dos EUA, o ministro da Fazenda caracterizou a decisão como uma interferência externa indevida. Durigan ressaltou que as alegações não se sustentam e garantiu que as medidas de apoio manterão o equilíbrio macroeconômico, com linhas de crédito ajustadas e uma lista de exceções maior. Em relação ao Pix, o BC reiterou que o sistema de pagamentos não justifica a tarifa, lembrando que o mercado de cartão de crédito já mostrou crescimento após sua implementação, enquanto o uso de cheques e dinheiro físico diminuiu.

A investigação do USTR aponta práticas brasileiras consideradas onerosas para agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores norte-americanos, com itens como comércio digital, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ligadas ao desmatamento. O ministro do Meio Ambiente, Joã o Paulo Capobianco, rebateu as acusações sobre desmatamento, citando redução de 50% no desmate na Amazônia nos últimos três anos e defendendo a consistência das informações oficiais.

E você, qual sua leitura sobre essa resposta brasileira e as medidas em curso para mitigar impactos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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