Às vésperas da convenção nacional do PL, a definição do vice de Flávio Bolsonaro continua em aberto. O senador busca costurar alianças com o Centrão e siglas parceiras, mas a cena política está marcada por desacordos internos que dificultam uma chapa estável.
A ideia de um palanque dominado por nomes do PL ainda não está descartada, porém Flávio sinaliza preferência por uma vice mulher para ampliar o alcance entre eleitoras. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e hoje ligada ao Republicanos, aparece como favorita entre as opções, embora a recente filiação dela à sigla crie resistência em setores da campanha.
Quando as negociações com a União Brasil e PP estacionaram, a campanha voltou a mirar Republicanos e Podemos. Mesmo nesses dois lados, a divisão interna pode impedir um acordo, com muitos avisando que manter a neutralidade na corrida presidencial ainda é uma possibilidade real.
Entre as alternativas estudadas, Tereza Cristina (PP-MS) surge como cogitada para levar votos e credibilidade, mas a composição depende de um acordo com a União Progressista. Outras disputadas, como Simone Marquetto, Clarissa Tércio e Júlia Zanatta, enfrentam ceticismo por não garantia de capilaridade.
O cenário também leva em conta o eleitorado feminino, que representa mais da metade dos votantes no Brasil. Dados do TSE apontam 83,8 milhões de eleitoras, em um total de cerca de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar, o que torna crucial a mobilização desse segmento pela chapa de Flávio.
Durante live em 16/7, Flávio reiterou a preferência por uma mulher na vice-presidência, citando Daniella Marques, Simone Marquetto e Clarissa Tércio como possibilidades. O lançamento do programa Brasil por Elas, coordenado por Daniella, reforça a linha de propostas voltadas ao público feminino, ainda que as negociações permaneçam em aberto.
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