Casa Apostólica e Frente Parlamentar Evangélica lançam manifesto contra o antissemitismo

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Um manifesto assinado por líderes evangélicos de oito estados foi protocolado no Senado e na Comissão de Relações Exteriores, apresentando compromissos da comunidade cristã com a comunidade judaica e com a educação sobre a Shoá e o antissemitismo no Brasil.

O documento está organizado em cinco blocos centrais: confissão histórica e arrependimento, reconhecimento e gratidão, declaração de princípios, declaração de compromissos e convocação à sociedade brasileira, com a assinatura de representantes religiosos de várias regiões do país.

Confissão e arrependimento: os signatários reconhecem a Shoá como o maior atentado à dignidade humana e lamentam que a promessa de “Nunca Mais” não tenha sido plenamente cumprida. O texto cita o massacre de 7 de outubro de 2023, atribuído ao Hamas, como evidência de que o antissemitismo ainda persiste e pede perdão à comunidade judaica por omissões históricas.

Reconhecimento e gratidão: o manifesto exalta a contribuição judaica para a ciência, medicina, filosofia, artes e cultura, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso de preservar a memória das vítimas da Shoá e de combater toda forma de intolerância.

Declaração de princípios: entre os pontos-chave, o texto rejeita todas as formas de antissemitismo, reforça o direito do povo judeu à autodeterminação e à existência segura em Israel, reconhece o sionismo como movimento legítimo, defende Jerusalém como cidade de significado histórico e espiritual, condena o terrorismo — incluindo o Hamas — e manifesta preocupação com o programa nuclear do Irã. O Brasil é instado a reconhecer organizações como Hamas, Hezbollah e ISIS como entidades terroristas, apoiar iniciativas de paz e os Acordos de Abraão, e rejeitar antissemitismo e islamofobia, promovendo a liberdade religiosa.

Declaração de compromissos: o documento enfatiza ações concretas, especialmente na educação, para que o ideal de “Nunca Mais” não seja apenas lembrança, mas prática permanente contra o ódio e a desumanização, por meio de programas, parcerias institucionais e revisão de conteúdos didáticos.

Educação e memória nas escolas: os signatários defendem a inclusão sistemática de conteúdos sobre a Shoá, o Holocausto e o antissemitismo nos currículos, formação de novas gerações para reconhecer discursos de ódio, parcerias com instituições judaicas e revisões pedagógicas para eliminar estereótipos, fortalecendo o compromisso educativo com a memória histórica.

Convocação à sociedade brasileira: o manifesto convoca igrejas, universidades, escolas, meios de comunicação e cidadãos a rejeitar o antissemitismo, valorizar a memória da Shoá e promover o diálogo entre comunidades judaicas e cristãs, fortalecendo uma convivência democrática.

Do ponto de vista político e social, a iniciativa é vista como marco no diálogo entre lideranças evangélicas e a comunidade judaica no Brasil, buscando inspirar outras lideranças a adotar uma cultura de respeito e convivência democrática, com a expressão “Nunca Mais” assumindo um compromisso contínuo contra o ódio.

Silas Anastácio é apontado como referência na promoção das relações Brasil-Israel, atuando como escritor, palestrante e articulador para fortalecer a liberdade religiosa e o diálogo entre áreas diplomáticas, cultural e social.

E você, o que pensa sobre esse movimento de aproximação entre comunidades religiosas e as medidas para educar sobre memória histórica e promover o respeito no dia a dia? Compartilhe suas opiniões, dúvidas ou experiências nos comentários abaixo.

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