Maíra Fernandes passa a integrar a defesa do ministro Marco Buzzi em processo administrativo por importunação sexual
Maíra Fernandes entrou para a defesa do ministro Marco Buzzi, alvo de um processo administrativo por importunação sexual no STJ. A participação da criminalista, que já integra a banca desde a abertura da apuração, acontece em meio à atuação da PGR, que defende a responsabilização do magistrado, com a possibilidade de aposentadoria compulsória.
A Maíra Fernandes já integrou a equipe de defesa do jogador Neymar Jr. em 2019, no caso envolvendo a modelo Najila Trindade, cuja investigação resultou no arquivamento e em acusações contra a própria modelo, inclusive de fraude processual e extorsão. O episódio ficou conhecido por envolver o encontro em Paris.
O processo administrativo contra o ministro Marco Buzzi envolve denúncias de duas mulheres por importunação sexual. Uma sindicância interna foi aberta para apurar as denúncias, com depoimentos de aproximadamente 20 pessoas já colhidos pela comissão.
Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro. Em janeiro, uma jovem de 18 anos o acusou de importunação sexual durante férias em Balneário Camboriú, SC. O ministro nega as acusações. Além do STJ, o caso também envolve investigações no STF e no CNJ, com a atuação de uma desembargadora federal no quadro do caso.
A defesa sustenta que a instrução processual deverá evidenciar a inocência do magistrado, rejeitando as acusações como unilateralmente apresentadas e destacando a necessidade de provas consistentes para assegurar o devido processo legal e a busca pela verdade.
A manifestação da PGR no processo foi assinada pelo subprocurador-geral da República, José Adônis de Araújo. A cobertura também cita informações divulgadas pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular, sobre o caso envolvendo a jovem em Balneário Camboriú.

Crédito: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
