Mulher acusa policial de propor sexo e droga por informações do CV

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Mirelle Pinheiro

Mulher denuncia escrivão da Polícia Civil de Mato Grosso por perseguição, assédio e oferta de drogas em troca de informações sobre o CV

Segundo informações divulgadas pela Coluna Mirelle Pinheiro, parceira do PrimeiroJornal, uma mulher registrou que um escrivão da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) teria iniciado uma sequência de assédio, perseguição e pressões em troca de informações sobre integrantes do Comando Vermelho (CV). O episódio, conforme o relato, envolve ainda supostas ofertas de drogas e de relações sexuais por parte do escrivão.

A denunciante disse que manteve um relacionamento anterior com um homem apontado como membro da facção, atualmente preso na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT). Ela informou também que já havia sido usuária de drogas no passado. O depoimento sugere que o escrivão teria iniciado a perseguição no fim de 2025, e a mulher acredita que o policial obtivera seu número de telefone a partir de uma denúncia anterior envolvendo o ex-marido, com base na Lei Maria da Penha.

Ainda conforme o documento, próximo ao Natal daquele ano, o policial teria parado em frente à residência da denunciante, em Pocone (MT), e entregue uma porção de cocaína, dizendo: “Um presente para você”. Segundo a narrativa, ele estaria acompanhado de outro policial, que não interveio durante a ocorrência.

Dias depois, a mulher relata ter encontrado o escrivão próximo a uma creche, quando estava grávida. Ela afirma que o policial fez investidas de cunho sexual. No depoimento, ele teria questionado se ela estava gestante e, após a confirmação, teria respondido: “Você mesmo grávida, eu ainda quero você”. Em seguida, teria pedido o número de telefone dela.

Ainda segundo o relato, o policial continuou passando diversas vezes em frente à residência da mulher, o que, segundo ela, foi observado até pelos vizinhos. Em outro encontro, o escrivão teria perguntado onde encontrar um homem conhecido como “GTA”, apontado por ela como foragido da Justiça.

A denunciante também afirmou ter tentado registrar boletim de ocorrência em duas ocasiões: na primeira, desistiu ao descobrir que o plantonista seria o próprio escrivão; na segunda, o registro teria sido interrompido após a chegada do homem citado. Ao buscar atendimento na delegacia, ela reconheceu fotografias dos dois policiais exibidas no sistema da Polícia Civil.

A coluna tentou contato com a Polícia Civil de Mato Grosso, mas não obteve retorno até a última atualização. O tema permanece sob apuração, sem confirmação oficial da PCMT até o momento.

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